Estudo diz que tratamento individualizado da hiperglicemia é o melhor para pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é a principal causa de doença renal crônica (DRC). A prevalência de DRC está crescendo paralelamente ao número crescente de pacientes com DM2 no mundo. 

Atualmente, a abordagem ideal para o controle glicêmico em pacientes com DM2 e DRC avançada (categorias 4 e 5) permanece incerta, pois esses pacientes foram amplamente excluídos dos ensaios clínicos de terapias para redução da glicose. No entanto, dados de ensaios clínicos estão disponíveis para o uso de terapias com incretina, inibidores da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4) e agonistas do receptor peptídeo-1 do tipo glucagon-1 (GLP-1), para pacientes com DM2 e DRC avançada. 

Os pesquisadores realizaram esta revisão para descrever o papel das terapias com incretina, inibidores da dipeptidil peptidase-4 (DPP-4) e agonistas do receptor do peptídeo 1 do tipo glucagon-1 (GLP-1), no tratamento de pacientes com DM2 e DRC avançada. 

Como a presença de DRC avançada eleva consideravelmente o risco de doença cardiovascular (DCV) em pacientes com DM2, estratégias de tratamento para redução dos riscos de DRC e DCV devem ser utilizadas, dada a maior probabilidade de morte, principalmente de causas cardiovasculares, do que a progressão até o estágio final da doença renal entre esses pacientes. 

Os resultados enfatizam a essencialidade do manejo da hiperglicemia para um bom tratamento do diabetes, mesmo na DRC avançada. Conforme as evidências obtidas, os pacientes com DM2 e DRC avançada devem ser tratados com uma abordagem individualizada do manejo glicêmico, levando em consideração os requisitos de cada paciente, incluindo a presença de comorbidades e terapias concomitantes.


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