Suplementação de taurina pode ajudar no tratamento do diabetes, revela estudo da Unicamp

Um estudo realizado no Departamento de Biologia Estrutural e Funcional do IB (Instituto de Biologia) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) comprovou que o estímulo regular com taurina gera diversos benefícios no controle da glicemia, o que facilita o tratamento de diabetes. Os testes foram feitos com alguns camundongos acima do peso, que ingeriam água com um pouco do aminoácido durante dois meses.


Ao final da pesquisa, os pesquisadores observaram que todos os animais perderam peso de forma significativa. Os dados obtidos sugerem que a taurina poderia ajudar de forma efetiva a evitar complicações graves como a diabetes e atuar na prevenção da obesidade.

Essa redução da glicemia pode ser reflexo da superativação dos receptores de insulina durante o tratamento. Esse processo favorece a produção de glicose no tecido muscular e diminui a criação desse açúcar no fígado.

Reprodução/Pixabay

A pesquisa foi divulgada e apresentada pelo professor Everardo Magalhães Carneiro durante a 29ª Reunião Anual da FeSBE (Federação de Sociedades de Biologia Experimental). De acordo com ele, “a taurina é um aminoácido que não é incorporado nas proteínas de nosso organismo e parece ter um papel importante na sinalização celular. Nossos dados mostram que ela regula a produção intracelular de peróxido de hidrogênio (H2O2) – ou água oxigenada –, e isso se correlaciona com a melhor ação da insulina nos tecidos periféricos”, diz.

Ele também revela que o aminoácido é sintetizado naturalmente pelo organismo, principalmente nas células do fígado e do tecido adiposo. A taurina é semi-essencial, já que sua produção se dá na fase adulta e também porque ela está presente em diversos alimentos, como peixes, carnes e laticínios.

A taurina – Ela é capaz de diminuir a glicemia, resistência à insulina, desequilíbrio osmótico e estresse oxidativo, geralmente observados em pacientes diabéticos. Presente principalmente nos músculos, no coração, na retina e no sistema nervoso central, o aminoácido é bastante utilizado durante as atividades físicas devido a sua eficácia.

Quando ingerida, ela tem seu pico de ação em aproximadamente 120 minutos. Uma de suas funções é agir como transmissor metabólico e fortalecer as contrações cardíacas. Entretanto, é muito comum ser usada como suplemento energético, já que é desintoxicante.

É necessário ter cuidado ao consumir o aminoácido. De acordo com estudos, a quantidade segura é de três a seis gramas diárias. Normalmente, são consumidas doses de 500 a 2.000 mg. Seu uso pode ser prescrito por um médico especialista.


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