Jovem diabética transforma ampolas de insulina em brincos para o carnaval

Lyvia Melo tem é publicitária, diabética e, agora, empreendedora

Uma jovem diabética percebeu na doença uma forma de ter uma fonte de renda e criar um visual colorido para o carnaval. Antes jogadas no lixo, ampolas e canetas para aplicação de insulina foram transformadas em brincos, que ajudam a compor o visual para quem quer curtir a folia de um jeito sustentável.

Após 18 anos tomando insulina para controlar as taxas e jogando no lixo os insumos, a publicitária Lyvia Melo encontrou uma forma de reaproveitar o material. “Com o surgimento das redes sociais, eu vi que muitos outros diabéticos reutilizavam os insumos [do tratamento], não descartavam”, contou.

A publicitária teve a ajuda do pai e do irmão para ter ideia de como empreender. O primeiro passo foi transformar as canetas de aplicação em canetas comuns, para escrever em papéis, reutilizando o esqueleto do objeto.

"Brincos de insulina" são novidades da carreira empreendedora de Lyvia — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo
“Brincos de insulina” são novidades da carreira empreendedora de Lyvia

Para o carnaval, outras ideias surgiram e a publicitária comemora a aceitação dos clientes. “Já tenho muitos pedidos, principalmente dos brincos”, disse sobre as ampolas que, antes, guardavam a dosagem do remédio dentro das canetas.

Cada vidrinho, que antes armazenava insulina, é higienizado e recebe miçangas coloridas, que dão o charme do visual.

Outra ideia da publicitária foi um chaveiro voltado para quem tem diabetes. Usando vidros semelhantes aos dos brincos, ela coloca açúcar dentro deles para que, em caso de hipoglicemia, possam colocar uma pequena quantidade na boca e recuperar a glicose faltosa.

Brincos são feitos de ampolas que, antes, guardavam remédio — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo
Brincos são feitos de ampolas que, antes, guardavam remédio

Descoberta da doença

Lyvia tinha 10 anos quando percebeu que algo estava diferente. Além da dor de cabeça frequente, sempre no mesmo horário, ela perdeu peso e precisou investigar os sintomas que lhe acompanhavam. A jovem foi diagnosticada com diabetes tipo 1.

“Eu estava na época da escola quando comecei a ter dormência nos pês e outros sintomas. Cheguei a fazer tomografia por causa das dores de cabeça até descobrir que era diabetes”, contou a publicitária em entrevista ao NE1.

A diabetes é uma doença crônica que faz com que o pâncreas não produza a insulina – hormônio necessário para manter a glicose equilibrada. Sem insulina, a pessoa pode ter hiperglicemia. É preciso tomar remédio para manter o nível da glicose equilibrado.

“Minha mãe é enfermeira, então facilitou o processo da descoberta. Comecei o tratamento com seringa e, depois, passei a fazer com duas canetas. Uma fica ativa no corpo durante 24h e a outra serve para correção, quando a glicose fica mais alta do que pode ficar”, explicou.


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