Veja 7 dicas para armazenamento e transporte de insulina em viagens

Você vai sair de férias, mas tem dúvidas da melhor forma de fazer o transporte de insulina? Quem tem diabetes, não importa onde esteja, precisa continuar com os cuidados para não lidar com preocupações durante um momento que deve ser só de prazer e bem-estar. É preciso, por exemplo, seguir uma rotina saudável, com controle do nível de glicose no sangue, aplicação da medicação e alimentação adequada.

Uma das maiores inseguranças que as pessoas com diabetes enfrentam nas viagens é em relação à conservação da insulina, já que a medicação é sensível à oscilação de temperatura, o que pode fazer com que o efeito se perca e o paciente corra sérios riscos de saúde. 

Assim, para ter férias tranquilas, com segurança e evitar estresse desnecessário, é fundamental estar por dentro das recomendações para fazer esse transporte de forma adequada. Preparamos este artigo com o intuito de oferecer algumas dicas sobre o assunto. Confira!

Dicas para o transporte de insulina

1. Não congele e nem faça o transporte com gelo seco

Os frascos de insulina não devem ser congelados e nem transportados com gelo seco, já que, quando abaixo da temperatura de 2º, o hormônio perde seu efeito. No avião, é possível pedir para que a medicação fique guardada em uma geladeira, mas isso deve ser comunicado à empresa área com 72h de antecedência.

Também é viável conservar a insulina em caixa de isopor ou bolsa térmica, mantendo sua temperatura ambiente. Lembre-se de que frascos já abertos podem ser conservados fora da geladeira por, aproximadamente, 6 meses (esse tempo pode variar de acordo com o laboratório), em uma temperatura ambiente de 25º. 

Além disso, saiba que, em viagens curtas, com menos de 6h, a insulina em uso e a reserva podem ser mantidas em temperatura ambiente, desde que não passem por mudanças bruscas de clima. Por outro lado, a orientação de acondicionar em isopor ou bolsa térmica deve ser seguida à risca em viagens mais longas, a fim de garantir a temperatura adequada.

2. Obtenha uma declaração atestando a diabetes

Um dos principais documentos para quem tem diabetes e precisa transportar medicações, principalmente em viagens internacionais, é a prescrição médica. Ela traz um respaldo profissional que prova aos funcionários do aeroporto e do avião sua necessidade de levar seringas ou canetas de aplicação.

É aconselhável, ainda, que o médico faça uma receita em inglês, caso você precise comprovar algo durante a imigração ou tenha a urgência de adquirir o remédio no exterior. Tenha em mente que é melhor levar um papel a mais e não precisar dele, do que passar por apuros nas férias.

3. Evite a exposição da insulina ao sol

Assim como a temperatura muito baixa não é recomendada, a alta também prejudica a ação do hormônio. Em caso de viagens de carro, por exemplo, prefira o horário da noite, já que nesse período o veículo não costuma acumular calor.

Além disso, não deixe a medicação no porta-luvas, pois esse espaço é propenso ao aquecimento. Também não deixe a insulina por muito tempo no interior do automóvel. Além de evitar o calor, mantenha a medicação longe da exposição direta da luz solar, já que ela também tem capacidade de degradar a substância.

Em uma viagem de carro, na qual você precise fazer paradas para almoçar, por exemplo, considere levar a insulina com você, na bolsa.

4. Leve o remédio na bagagem de mão

Em viagens de avião, nunca despache medicação alguma. Se a bagagem for perdida, você ficará impossibilitado de dar continuidade ao tratamento, colocando em risco sua vida ou seu bem-estar. Além disso, o bagageiro da aeronave pode fazer com que a insulina fique congelada, tornando-se inutilizável para futuras aplicações.

Saiba que, em geral, medicamentos de uso contínuo não passam pela restrição quanto à quantidade de líquidos. No entanto, eles devem ser apresentados no momento da inspeção, sendo entregues separados da bagagem de mão. O funcionário responsável fará a vistoria de praxe, utilizando o equipamento detector de traços de explosivos ou a inspeção manual.

5. Tenha um cartão ou pulseira de identificação

Apesar dessa recomendação não se relacionar diretamente com uma dica sobre como transportar insulina em viagem, ela também é válida. Um documento relevante para acompanhar você é o cartão ou pulseira de identificação, que revela o que fazer em casos de mal súbito.

Nele, é possível colocar um passo a passo dos procedimentos, além dos seus dados pessoais, como nome, plano de saúde, telefone para contatos urgentes, endereço e identificação de um médico.

6. Leve tudo em dobro

Outra recomendação é levar o dobro da medicação que você usaria caso estivesse em sua casa. Isso é válido não apenas para a insulina em si, mas também para agulhas, sensores , cateteres e tiras para medir a glicemia. Essa atitude é uma prevenção, caso aconteça algo com o remédio, ou para a hipótese de você necessitar de doses maiores. Agindo assim, você não passará por apertos, principalmente se estiver fora do Brasil. 

Lembre-se de que, no exterior, as farmácias são diferentes das daqui. Muitas vezes elas restringem a compra de remédios se não houver um pedido de um médico local.

7. Aprenda a conservar a insulina no local de destino

Para armazenar ainsulina, entenda que a recomendação é de que as medicações lacradas, ou seja, aquelas ainda não abertas, devem ficar em geladeira, com temperatura entre 2º e 8º. Já as canetas recarregáveis precisam ficar do lado de fora, em temperatura ambiente, a fim de que seu mecanismo interno não seja danificado.

Por fim, para as insulinas conservadas em geladeira, antes da aplicação, considere deixar a dose 15 minutos em temperatura ambiente, para evitar desconforto e irritação.

Com essas dicas sobre como transportar insulina em viagem, você já tem condições de passar as férias com mais tranquilidade e bem-estar. Ao usar sua medicação, sempre confira o estado em que ela se encontra e, caso perceba qualquer modificação na cor ou a presença de grânulos, prefira um frasco novo.


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