Insulina inalável chega ao mercado em outubro, sem substituir injeção

Um dos maiores dilemas de quem é diabético são as temidas agulhadas de insulina.  Alguns pacientes precisam de uma, outros precisam de duas, três, quatro ou até mesmo cinco agulhadas ao dia. Entre os sonhos de muitas pessoas com diabetes está o lançamento de uma insulina que não dependesse desse tipo de aplicação. E esse sonho se realizou e chega ao Brasil este mês como insulina inalável.

A nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. Para utilização, o paciente com diabetes deve encaixar o cartucho no inalador e aspirar o pó. A substância chega ao pulmão e é absorvida pela corrente sanguínea, onde cumpre a função de reduzir os níveis de açúcar no sangue.

Embora represente uma alternativa no tratamento do diabetes, ela não substitui todas as injeções diárias de insulina. É o que explica a endocrinologista Flavia Tessarolo. “Existem pacientes que possuem um tratamento intensivo, baseado em até quatro aplicações de insulina por dia. Nestes casos, somente as doses de insulina rápidas e ultrarrápidas administradas antes das refeições poderão ser substituídas. A insulina basal, de ação lenta, geralmente aplicada uma vez ao dia, deverá ser mantida”, alerta. Os diabéticos tipo 2 também poderão associar a insulina inalada aos medicamentos antidiabéticos orais.

Segundo a endocrinologista, o medicamento inalável é contraindicado para menores de 18 anos, fumantes e portadores de doenças pulmonares. Apesar das restrições, a expectativa é que, com o novo medicamento, o paciente diabético ganhe qualidade de vida.

“Sem dúvidas, isso representa um ganho na qualidade de vida desse paciente que vive refém das temidas e desconfortáveis agulhadas diariamente, além do melhor controle da glicose pós prandial com menor índice de hipoglicemia”, disse a médica.


http://eshoje.com.br/


Similar Posts

Topo