Coração x mulher: uma relação que merece mais cuidado

O número de infartos no time feminino vem crescendo e os sintomas nesse público nem sempre dão sinais claros de onde está o problema

Quando se fala em ataque cardíaco, a maioria das pessoas logo pensa em um homem de meia-idade com fortes dores no peito. Mas já está na hora dessa imagem começar a mudar. Isso porque, a quantidade de mulheres que estão sofrendo com doenças cardiovasculares está aumentando assustadoramente.

Segundo o cardiologista Dr. Hélio Castello “atualmente, cerca de 30% dos casos de infarto acontecem entre elas, sendo que a cada dez óbitos provocados por esse tipo de quadro, quatro têm como vítimas pessoas do sexo feminino”. Na década de 1960 essa proporção era de nove homens para uma mulher. “E isso tem acontecido porque elas estão mais expostas a fatores que oferecem risco a esse órgão, como o aumento da circunferência abdominal, mais estresse, alimentação inadequada e pressão arterial acima do recomendado”, completa o especialista.

Além disso, o coração delas é menor e as artérias coronárias são mais estreitas, o que faz com que a sua frequência cardíaca em repouso seja naturalmente mais alta. Outro ponto que merece destaque no caso das mulheres é a alteração hormonal. As pílulas anticoncepcionais podem favorecer a formação de coágulos nos vasos, especialmente se estiverem associadas ao tabagismo. E quando chega a menopausa, a redução dos hormônios, como o estrógeno, faz com que o tônus das paredes das veias diminua e aumentem as chances de uma inflamação dar as caras, prejudicando ainda mais a saúde do peito.

Já o cardiologista Dr. Marcelo Cantarelli alerta “se todos esses fatores não fossem preocupantes o bastante, ainda há o fato de que os sintomas de infarto nas mulheres nem sempre são aqueles considerados clássicos: dor no peito que irradia para o braço esquerdo, suor frio, náusea e desmaio, por exemplo”. “Elas podem apresentar também falta de ar, arritmia e cansaço extremo, o que tende a confundir a pessoa, seus familiares e até mesmo alguns especialistas, sem contar que as mulheres costumam ser mais tolerantes à dor, o que aumenta ainda mais as chances de ela demorar muito para procurar ajuda especializada, permitindo que o caso fique mais complicado”, finaliza o médico.

As recomendações para diminuir as estatísticas preocupantes são fazer exames com frequência, anualmente para quem é considerado saudável e de acordo com a recomendação do médico nos outros casos; conhecer seu histórico familiar relacionado a doenças do coração; tomar cuidado com o aumento de peso; praticar atividades físicas; se alimentar de maneira saudável e apagar o cigarro.

Por que elas são mais propensas a problemas cardíacos?

Conheça os fatores que fazem com que as mulheres vivam à beira de um ataque… do coração!

  • O órgão delas é menor, as artérias coronárias são mais estreitas e a frequência cardíaca em repouso é mais alta, ou seja, o coração é naturalmente mais acelerado.
  • O fato dos vasos serem mais apertados facilita o processo de entupimento.
  • A diabetes aumenta de 3 a 7 vezes as chances de elas sofrerem com doença arterial coronariana. Nos homens o risco se eleva em 2 a 3 vezes.
  • Estudos revelaram que o time feminino é 20% mais propenso a sofrer com angina, a dor no peito, do que o masculino.
  • Trabalhos científicos também mostraram que ter um parente de primeiro grau com doença arterial coronariana eleva mais o risco de sofrer com o mesmo problema nelas do que neles.
  • Ciclos menstruais irregulares e síndrome do ovário policístico podem se converter em ameaças para o peito se não forem devidamente tratados.
  • O uso de pílulas anticoncepcionais pode prejudicar a saúde do coração, especialmente se forem associadas ao fumo.
  • Na menopausa o risco de sofrer com problemas cardíacos aumenta ainda mais. Isso acontece porque os hormônios femininos que ficam em baixa nessa fase da vida mantêm o tônus das paredes dos vasos e reduzem as chances de inflamação. Além disso, a pressão alta e os níveis do LDL, o mau colesterol, tendem a piorar à medida que envelhecemos.

Sobre a Angiocardio

Há duas décadas a Angiocardio, dirigida pelos cardiologistas Dr. Hélio Castello e Dr. Marcelo Cantarelli, atua na área de Hemodinâmica e Intervenções Cardiovasculares. Sua equipe de alta performance é composta por médicos e profissionais da saúde especializados e treinados para oferecer qualidade e segurança aos pacientes. A Angiocardio realiza cerca de 100 mil procedimentos diagnósticos e terapêuticos por ano, em hospitais localizados na capital paulista, em Resende no Rio de Janeiro e em Manaus, capital amazonense.

Site: www.grupoangiocardio.com.br



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