Cirurgias metabólica e bariátrica mudam a vida de pacientes obesos

Karol Omena se beneficiou de tratamento

Quando o assunto é obesidade, os índices não são positivos. No Brasil, dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS), em 2018, mostram que a obesidade já é uma realidade para 18,9% da população. Mais da metade dos brasileiros (54%), também estão com sobrepeso. Em Maceió, 58,7% da população está na mesma situação. O índice é 3% maior do que o registrado em 2016.

E não para por aí. Um estudo recente aponta que, em 17 anos, a expectativa é de que a quantidade de pessoas com diabetes tipo 2 deverá triplicar no mundo. O dado foi apresentado no mês de março, em São Paulo, durante evento promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). 

Para Antônio de Pádua, cirurgião alagoano especialista em cirurgias bariátrica e metabólica, esse é um fato fácil de ser comprovado. “Os consultórios estão cheios de pessoas que estão obesas ou com sobrepeso, bem como as que já tratam a diabetes ou que a descobriram recentemente. Diabetes, por exemplo, tem alguns fatores de risco, como a obesidade, e sintomas clássicos, mas que demoram a aparecer. Por isso muitos ignoraram históricos familiares e só a descobrem quando passam mal ou não podem mais fugir de um simples exame de sangue, por exemplo”, disse.

Indicada para quem não consegue controlar a doença, a cirurgia metabólica, regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2017, se tornou um dos tratamentos mais modernos para o problema.  

“Mais de 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 estão acima do peso. Quem passa pela cirurgia metabólica tem uma melhora de vida considerável com a remissão da doença. Imagine o que é não precisar tomar insulina ou outras medicações… Isso acontece em 75% dos pacientes operados, pois seus corpos passam a trabalhar como deveriam.  A cirurgia não é a cura, mas, sem dúvida, é a melhor opção para os pacientes com obesidade e que não conseguem controlar a doença por meio do tratamento clínico”, destacou Pádua.

Já para quem tem o Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou acima de 35, com comorbidades,  e já buscou diversos meios para sair da curva da obesidade, a cirurgia bariátrica tem se mostrado eficaz. 

Para Karol Omena, o bypass gástrico (um dos tipos de bariátrica) parou a caminhada que fazia para as doenças crônicas. Com 1,61m, chegou a pesar 100,4kg. Atualmente, pesa 51kg e está grávida de 17 semanas de sua segunda filha. 

“Me sentia muito pesada, com dores nos joelhos, então soube da cirurgia por meio de um gastroenterologista que me atendia. Em março completei quatro anos de operada e faria tudo novamente. Sei que minha saúde poderia se deteriorar se eu continuasse obesa”, conta.

Casos como o de Karol têm se tornado cada vez mais comuns. “Hoje, a medicina é capaz de ajudar pacientes que sofrem com problemas decorrentes da obesidade. Muito além da perda de peso, as cirurgias bariátrica e metabólica devolvem qualidade de vida, com a remissão de doenças como hipertensão, problemas nas articulações, diabetes tipo 2, asma, entre outras complicações. Imagine poder recomeçar, adotar hábitos mais saudáveis e ter uma nova vida”, disse Pádua.


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