Confira 10 mitos e verdades sobre alimentação e diabetes

Muitas pessoas possuem dúvidas sobre o diabetes e como controlá-lo, além de não saber se algumas informações são mitos ou verdades. Inicialmente, existem dois tipos de diabetes, o tipo 1 e o tipo 2. Independentemente do tipo, o paciente sempre deve ficar atento à alimentação, manter uma rotina de atividades físicas, medir a glicemia capilar com aparelhos específicos e realizar exames periódicos para diagnosticar complicações da doença.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que cerca de 425 milhões de adultos estão com diabetes no mundo todo. O Brasil ocupa o quarto lugar entre os dez países com maior número de indivíduos com a doença e a previsão é que este número aumente 62% até 2045, passando para 42 milhões de pessoas só no país.

“A dieta é parte fundamental no controle do diabetes, o paciente deve sempre estar atento para não cair em armadilhas e colocar a saúde em risco”, comentou a endocrinologista Rosália Padovani.

Por este motivo, listamos abaixo os principais mitos e verdades sobre alimentação e diabetes:

1) Chá ajuda a controlar o diabetes – MITO

Não há estudos científicos que comprovem e garantam a eficácia desta bebida no controle da doença.

2) Mel está totalmente liberado – MITO

Apesar de natural, o mel tem alto teor de frutose e glicose. Logo, sua ingestão deve ser controlada.

3) Quem tem diabetes deve evitar frutas – MITO

Apesar de ricas em carboidratos, são alternativas saudáveis e podem ser consumidas desde que sem exageros. As frutas contêm açúcar (frutose) e, quando consumidas em excesso, podem contribuir para a elevação da glicemia. Por isso, a recomendação é de no máximo três a quatro porções diárias.

4) Doces estão proibidos – MITO

Assim como as frutas, os doces podem ser consumidos, porém com muita moderação. Caso o paciente esteja fazendo o esquema de contagem de carboidratos, fica mais fácil fazer o controle e a alimentação pode se tornar menos restrita.

5) Produtos dietéticos devem ser consumidos com moderação – VERDADE

Ainda que isentos do açúcar, produtos dietéticos nem sempre são mais saudáveis e podem, inclusive, ter mais gorduras e calorias que os alimentos convencionais, como é o caso do chocolate diet.

6) Bebida alcoólica é permitida se não houver exagero – VERDADE

A bebida deve ser consumida com moderação, pois pode aumentar o risco de hipoglicemia. A Associação Americana de Diabetes recomenda o consumo diário máximo de uma dose para mulheres e duas para homens diabéticos (uma dose equivale a 360ml de cerveja, 150ml de vinho ou 45ml de destilado).

7) Forma de preparo afeta o índice glicêmico – VERDADE

O preparo e o acompanhamento influenciam no índice glicêmico do alimento. Por exemplo: o suco de laranja tem uma taxa maior do que a própria fruta, já que é consumida sem o bagaço, que é rico em fibras e arroz branco, se preparado com brócolis, passará a ter menor índice glicêmico do que se ingerido sozinho.

8) Proteínas e gorduras estão liberadas – MITO

O que é bom para o diabético é o que é bom para todas as pessoas. Os diabéticos devem fazer uma alimentação balanceada, contendo carboidratos, gorduras, proteínas, laticínios, frutas e vegetais, entretanto, sempre nas quantidades recomendadas. Proteínas e gorduras, apesar de terem menor concentração de glicose para o organismo se comparadas aos carboidratos, quando consumidas em excesso também podem desequilibrar a glicemia sanguínea de um indivíduo doente.

9) Alimentos integrais são melhores que os brancos – VERDADE

Carboidratos integrais apresentam em sua composição boa concentração de fibras alimentares, que são capazes de reduzir o índice glicêmico desses alimentos, fazendo com que a absorção da glicose seja mais lenta e prolongada. Carboidratos brancos, por sua vez, são fontes rápidas de glicose e podem oscilar a glicemia com mais facilidade que suas versões integrais.

10) Se eu não comer carboidratos, posso evitar usar insulina – MITO

Para diabéticos insulino-dependentes (DM tipo 1, LADA), a utilização da insulina é obrigatória, independentemente do consumo de carboidratos, já que eles não são capazes de produzir esse hormônio na quantidade necessária. Para diabéticos tipo 2, a aplicação de insulina pode depender ou não da ingestão de carboidratos, devendo ser obedecida a orientação médica.


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