Minha vida com o diabetes – História de Élen

Elen com sua mãe

Hoje é o dia Mundial do Diabetes e “niver” de 6 anos do meu diagnóstico de Tipo 1.

Acho importante falar sobre o assunto e tentar ajudar outras pessoas de alguma forma.

Não é fácil.

Já me acostumei com as picadinhas nos dedos, as dosagens de insulina e os exames a cada 3 meses.

É uma doença chata na qual eu devo lutar todos os dias pra estar 100%, mas muitas vezes eu perco.

Ela não é “apenas” “controlar a alimentação”, vai muito além disso! Portanto, não sejamos ignorantes em dizer isso a um diabético, você não sabe o que essa pessoa passa, o que deixa de fazer e o que faz para estar bem e ainda ter que ouvir isso.

Além dos picos muito altos e baixos da glicemia, quando não cuidada, ela pode levar a depressão, amputação de membros, perda da visão, mal funcionamento dos rins e órgãos em geral, neuropatia, entre outros. E ainda te faz sentir uma fome e uma vontade incontrolável de comer sem parar, pra piorar tudo. Ah, fora o emocional.. É tudo muito intenso.

Já estive internada por Descompensação e Cetoacidose Diabética, no primeiro quase estive sem vida.

Apesar de tudo isso, essa sou eu! E eu não seria se fosse diferente!

Aprendi a ser forte e suportar as mais diferentes dores que muitos não suportariam. Aprendi a “ouvir” meu corpo e saber exatamente o que ele quer dizer e do que precisa. Aprendi a cuidar mais de mim, mesmo que eu não cuide tão bem quanto deveria. E aprendi a dar mais valor a vida e a entender o que um diabético sente quando diz que tem “vontade de algo” e não pode.

Vó Ziza, hoje eu te entendo, e nunca vou esquecer quando eu era criança e me pediu pra fazer brigadeiro.. comeu uma colherzinha e saiu de perto rapidamente pra não comer mais. Ver a senhora assim me deixava triste e com medo de um dia ter essa doença. Mas cá estou eu, com essa herança que me deixou, e prometo cuidar bem dela e fazer o possível e o impossível por todas as vezes que a senhora se sentiu mal.

Eu vim aqui dizer que não sou forte o tempo todo, e isso é normal!

Se você tem algum amigo ou parente com o diagnóstico, ajude-o! Estar com a pessoa neste momento faz total diferença, e eu agradeço minha família e meus amigos por estarem sempre comigo!

Obrigada por ler, e se você foi uma das várias pessoas que rezou por mim quando precisei, obrigada duas vezes, minha gratidão é eterna.

 

Élen Garcia Silva

 


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