Fatores genéticos ligados à obesidade reduzem risco de diabetes

Uma equipe de pesquisadores descobriu 14 variantes genéticas que determinam o local onde o organismo armazena a gordura excessiva.

Adicionalmente, os investigadores de várias universidades europeias, incluindo a Universidade Brunel em Londres, e a Universidade de Exeter, ambas no Reino Unido, ficaram surpreendidos ao descobrir também que certos fatores genéticos que fazem aumentar a obesidade contribuem igualmente para diminuir o risco metabólico.

Considera-se que o local de armazenamento da gordura excessiva nos humanos, seja no abdomen ou à volta do fígado, poderá ser determinado geneticamente.

E no que concerne a resistência à insulina e o risco de diabetes e outras doenças, é mais relevante o local onde a gordura excessiva é armazenada do que a quantidade de gordura em si. “Onde a gordura é armazenada é mais importante em termos de risco de diabetes ou outras consequências, do que a própria quantidade de gordura”, confirmou Alexandra Blakemore, da Universidade Brunel.

Para o estudo, a equipe analisou dados sobre mais de meio milhão de pessoas com 37 a 73 anos de idade, recolhidos da famosa base de dados britânica, conhecida como UK Biobank.

A equipe estudou imagens de ressonância magnética da área abdominal dos participantes e comparou a localização da gordura excessiva dos mesmos com a existência de sintomas de diabetes de tipo 2, ataque cardíaco e risco de acidente vascular cerebral (AVC).

Como resultado, identificaram 14 variações genéticas ou alterações na molécula de DNA associadas a um índice de massa corporal (IMC) mais elevado e um risco menor de diabetes, tensão arterial mais baixa e um menor risco de doenças cardiovasculares.

Por outras palavras, o estudo “demonstrou que à medida que ganham peso, as pessoas que expressam esses fatores genéticos armazenam-na de forma segura debaixo da pele e têm menos gordura nos seus órgãos principais como o fígado, pâncreas e rins”, explicou Hanieh Yaghootkar, da Universidade de Exeter.

“Os nossos achados irão ajudar a perceber os mecanismos que atrasam ou protegem indivíduos com excesso de peso ou obesidade de desenvolverem resultados metabólicos adversos, incluindo diabetes de tipo 2, doença cardíaca e hipertensão”, concluiu.

 

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