Nova compreensão da neuropatia diabética pode levar a novos tratamentos

Cientistas americanos acreditam que podem encontrar uma maneira de reparar o dano aos nervos em pessoas com diabetes.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Case Western Reserve University dizem que suas descobertas podem levar à criação de novas terapias que poderiam tratar a neuropatia diabética (doença nervosa).

Suas descobertas detalham uma nova compreensão do papel de um tipo de molécula chamada citocina, que permite que as células se comuniquem entre si.

São essas citocinas que os pesquisadores acreditam que podem provocar o processo de recuperação de pessoas com neuropatia diabética, uma condição causada por altos níveis de glicose no sangue, o que resulta em má circulação e danos nos nervos.

A equipe de pesquisa descobriu que ratos com diabetes tipo 1 não podiam remendar células nervosas danificadas por causa da diminuição dos níveis de um certo tipo de citocinas conhecidas como a família gp130. Eles afirmam que substituir essas moléculas poderia aliviar os sintomas do dano do nervo diabético.

O professor Richard Zigmond, que liderou o estudo, disse: “Nossos resultados indicam que a segmentação dessa via de citocinas pode aliviar algumas das complicações neurais do diabetes”.

Zigmond está agora liderando novas pesquisas para explorar esta possibilidade em animais. Ele acrescentou: “Nossas descobertas são excitantes porque mostram não apenas déficits de citocinas gp130 importantes no tecido do nervo diabético, mas também mostram mudanças em suas vias de sinalização a jusante, nomeadamente a indução de certos genes associados à regeneração.

Antes deste estudo, os cientistas desconheciam por que essa coleção de citocinas ajudava a melhorar as perspectivas para as pessoas com danos nos nervos como resultado da diabetes.

“Esses resultados fornecem uma justificativa para achados por outros que as citocinas gp130 podem melhorar a regeneração do nervo periférico em modelos animais de diabetes”, acrescentou Zigmond.

A equipe de estudo também está explorando o dano do nervo diabético na diabetes tipo 2 e se os mesmos achados se aplicam à condição.

Os resultados foram publicados na revista Experimental Neurology.

 

http://www.diabetes.co.uk/


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