Manteiga está de volta na lista de alimentos impertinentes

Em 2016, a revista Time publicou um artigo polêmico defendendo o pior inimigo dos nutricionistas – a manteiga. O artigo afirmou que o condimento suave e agradavelmente espalhado não é tão perigoso como se pensava, e que uma análise de mais de nove estudos com 600.000 participantes totais mostrou que a manteiga não está associada a um maior risco de doença cardíaca e pode até ajudar a prevenir o tipo 2 diabetes.

Esta teoria vai contra o discurso médico atual que cita o índice de gordura saturada da manteiga como uma fonte que eleva o colesterol e pressão sanguínea.

Mas os pesquisadores da Universidade de Harvard discordam dessa ressuscitação da manteiga. Um estudo de 2016 publicado no British Medical Journal analisou mais de duas décadas de informações dietéticas e de saúde de 115.000 pessoas e descobriu que elevadas ingestões de gorduras saturadas comuns como ácido láurico, ácido mirístico e ácido esteárico estavam associadas com um risco aumentado de doença arterial coronariana.

Outra meta-análise que estudou a conexão entre o consumo de manteiga e os resultados cardiometabólicos (por exemplo, diabetes, doença cardíaca, acidente vascular cerebral) encontrou uma “pequena ou neutra associação global da manteiga com mortalidade, doenças cardiovasculares e diabetes”.

Em conclusão, estas três publicações concordam que as atuais diretrizes dietéticas estabelecidas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – que a ingestão de gordura saturada deve representar menos de 10% da ingestão calórica diária de uma pessoa – devem permanecer as mesmas. No entanto, mais pesquisa é necessária para realmente se entender a conexão entre o conteúdo de gordura saturada do leite e doenças cardíacas.

 

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