Alimentos carregados de sal e açúcar viciam e podem causar doenças

Cada ingrediente desses, dependendo da frequência de consumo, pode causar uma dependência que passa despercebida na correria do dia a dia

Sabe aquela comida que você devora e fica com ela na cabeça por dias? Pois, certamente, trata-se de um prato com alto teor de açúcar, gordura, farinha de trigo e sal, que nem precisam estar juntos numa única receita para se tornarem o vício do mundo moderno. Isso mesmo. Cada ingrediente desses, dependendo da frequência de consumo, pode causar uma dependência que passa despercebida na correria do dia a dia.

E não vá achando que isso é poder exclusivo dos alimentos industrializados, porque até o mais inofensivo preparo caseiro, quando repleto de algum dos itens acima, pode despertar a ânsia de comer a mesma coisa o tempo inteiro. Eis que entram biscoitos, chocolates, bolos, pães, sorvetes e salgadinhos, sem falar nos acessíveis temperos prontos e refrigerantes. “Essas opções viciam por trazer sensação de bem estar imediato para o corpo, já que o açúcar é liberado rapidamente na corrente sanguínea, por exemplo. Além disso, o nosso paladar é mais ‘adaptado’ a sentir e a gostar destes sabores, o que faz estarmos sempre inclinados a cair em tentação por essas pedidas nada saudáveis”, justifica a nutricionista Tássia Silva.

Logo após a ingestão, o corpo libera substâncias como a dopamina, que faz o cérebro entender a situação como prazerosa ao fornecer de imediato a sensação de relaxamento. Por outro lado, além de estar causando uma relação de vício, principalmente nos momentos de estresse, o fornecimento de nutrientes é baixo, quase nulo, aumentando o risco de doenças como diabetes e hipertensão.

“Para amenizar os impactos à saúde é possível fazer melhores escolhas, como usar o açúcar demerara ou mascavo nas preparações caseiras, usar receitas com pasta de amendoim para fazer doces, usar cacau em pó, canela em pó, sal de ervas ou sal rosa (Himalaia), que contêm nutrientes, não adicionar mais sal depois que o alimento já estiver pronto, evitar comidas industrializadas e preferir os in natura como tubérculos, raízes, frutas, sucos da fruta e verduras”, aconselha a especialista.

A explicação vem junto com a própria evolução do homem que, para sobreviver, procurava alimentos que gerassem a energia necessária para ser estocada, afinal não se sabia quando apareceria uma nova chance de se alimentar. Em tempo, é o tipo de comida da qual a indústria mais se apropria, criando ofertas tentadoras a qualquer estilo de vida. Vale fazer a escolha consciente.

 

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