Tratamento experimental poderá abrandar evolução da diabetes tipo 1

Estudo piloto revela que pode ser possível abrandar a progressão da diabetes tipo 1 através de um tratamento experimental centrado no sistema imunológico.

Num novo estudo, um grupo de investigadores suecos testou um novo método para treinar o sistema imunológico a parar de atacar as próprias células de produção de insulina do corpo. Os resultados do estudo foram publicados ontem no New England Journal of Medicine.

Nas pessoas com diabetes tipo 1, o sistema imunológico erroneamente reconhece certas proteínas nas células beta como corpos estranhos invasores e começa uma atacá-las. Assim que as células beta são mortas o pâncreas passa a produzir pouca ou nenhuma insulina, o hormônio que regula como o corpo absorve o açúcar do sangue para ser usado para energia. Como resultado disso os pacientes precisam de seguir tratamentos para toda a vida, como injeções de insulina, para conseguir manter níveis normais de açúcar no sangue.

Neste pequeno estudo, que contou com seis participantes, os pesquisadores injetaram uma proteína naturalmente encontrada nas células beta diretamente nos nodos linfáticos dos pacientes. O método mostrou-se eficaz a abrandar a evolução da diabetes tipo 1, permitindo que algumas células beta continuassem a produzir insulina.

Se a eficácia deste tratamento for confirmada em estudos maiores, a terapia poderá trazer uma série de benefícios para os pacientes com diabetes tipo 1. A capacidade de produzir a secreção de insulina, mesmo que seja a níveis muito baixos, diminui drasticamente o risco de complicações com os pacientes, como episódios de níveis de açúcar no sangue perigosamente baixos, disse o Dr. Johnny Ludvigsson, professor sênior de pediatria na Linköping University e principal autor do estudo, ao Live Science.

 

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