Tecnologia inovadora pode ajudar a diagnosticar complicações oculares relacionadas à diabetes

Pesquisadores Escócia desenvolveram uma tecnologia pioneira para ajudar a diagnosticar a catarata, uma complicação comum relacionada com a diabetes.

O sistema utiliza LEDs (diodos emissores de luz) que medem as proteínas no olho, indicando formação de catarata. Isso pode ajudar aos médicos a decidir quando a cirurgia é absolutamente necessária.

Acredita-se que a tecnologia, que foi desenvolvida pela Heriot-Watt University, na Escócia, poderia economizar milhões de libras em cirurgias desnecessárias.

O professor Rory Duncan da Universidade de Heriot-Watt disse: “Em vez de esperar que a condição apareça, pode ser possível diagnosticar e monitorar uma catarata antes que ela se forme, permitindo que medidas preventivas sejam tomadas sempre que possível”.

A catarata é uma complicação conhecida de ambas as diabetes, a tipo 1 e a diabetes tipo 2, deixando a visão turva ou nublada. Todos os anos são feitas em todo o mundo, cerca de 10 milhões de operações de remoção de catarata.

Pessoas com diabetes podem reduzir seu risco de desenvolver catarata através da manutenção de um bom controle dos níveis de glicose no sangue.

É também importante que a pessoa compareça a uma consulta pelo menos uma vez por ano para que a equipe de saúde possa identificar quaisquer sinais de catarata em um estágio inicial e poder aconselhar sobre o tratamento.

Este novo método é “um passo mais perto de desenvolver um tratamento não invasivo para tratar de cataratas”, de acordo com os pesquisadores, que agora irão testar seu sistema em porcos para determinar o quão seguro é a tecnologia para uso humano.

“Embora nesta fase não exista uma cura para a catarata, acreditamos que poderia trazer benefícios de grande alcance como a limitação dos sintomas experimentados pela nossa cada vez mais envelhecida população e aqueles que vivem com diabetes. Ele poderia diminuir significativamente a pressão sobre o nosso serviço de saúde”, acrescentou Duncan.

“A tecnologia identifica o quanto de danos oxidativos tiveram as proteínas das lentes que se acumularam através de estilo de vida ou fatores ambientais. Este dano acumulado pode ser importante na determinação de fatores de risco para uma série de condições relacionadas com a idade”.

 

http://www.diabetes.co.uk/


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