O que está por trás do surpreendente declínio da diabetes nos EUA?


Uma tendência descendente em novos casos de diabetes na América vem surpreendendo os cientistas. O que tem causado isso?

O Diabetes é uma das maiores ameaças de saúde global as faces do mundo. Estima-se agora há 415 milhões de adultos com a condição e por volta de 2040, haverá 642 milhões. A maioria vai ter diabetes tipo 2, o tipo vinculado à obesidade e estilo de vida sedentário.

Mas juntamente com estas figuras sombrias vem uma notícia encorajadora. Tem havido um declínio nos novos casos de diabetes em adultos nos Estados Unidos em um momento quando mais esperado seria uma inexorável tendência ascendente.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, novos casos estão em uma inclinação descendente.

Eles caíram de 1,7 milhões em 2008 para 1,4 milhões em 2014 – a primeira queda consistente desde 1990.

Declínio da prevalência e incidência de uma doença é raro.

Cuba contrariou a tendência durante uma crise econômica, entre 1991 e 1995, mas foi um tempo de racionamento de comida em que ocorreu redução na obesidade.

Como a economia melhorou, a recuperação do peso naquela população foi associado com uma reversão do efeito.

Então, o que está por trás da tendência dos EUA? Há possibilidades que poderiam, sozinho ou em conjunto, explicá-la.

Primeiro, houveram mudanças na forma com que o diabetes passou a ser diagnosticado. O uso dos níveis de açúcar no sangue está sendo substituído gradualmente pela mediada da hemoglobina glicosilada (HbA1C). No entanto, os critérios usados para diagnóstico através deste metabólito ainda não estão sendo aplicados consistentemente através dos E.U.A., assim pode estar havendo algum sub-diagnóstico.

Outra possibilidade é que o diabetes tipo 2 tem uma forte base genética, sendo que estamos agora chegando a um ponto de saturação no número de pessoas nos EUA que estava predestinado a desenvolvê-lo em nosso ambiente “obesogênico” atual. Isso parece menos provável dado a migração significativa para os EUA de pessoas cuja origem étnica os predispõe a desenvolver a diabetes tipo 2. Pessoas de origem hispânica, por exemplo, tendem a ter um risco mais elevado, com a genética, suspeita-se exercendo um grande papel.

Também é improvável que o diagnóstico para diabetes tenha sido tão eficaz que novos casos atingiram um platô. Considerando que ainda se acredita que existe pelo menos um caso não diagnosticado para cada um conhecido nos Estados Unidos.

A explicação mais esperançosa para a tendência seriam os avisos da saúde pública destinados a combater a obesidade e diabetes e que abordam a política alimentar e promovem ambientes saudáveis estão começando a fazer efeito. Há um crescente reconhecimento na área da saúde pública de que a obesidade estava dirigindo a epidemia de diabetes. Evidência deixa claro que a prevenção é possível através de uma alimentação mais saudável e pela redução de um comportamento sedentário.

Se a causa são tais avisos, isto seria um triunfo para o governo e para o movimento da saúde pública dos EUA e seria um marco na prevenção de uma doença com grandes custos pessoais e nacionais.

 

https://www.newscientist.com/


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