Monitor de diabetes detecta nível de açúcar através do suor

Pesquisadores da Universidade do Texas em Dallas criaram um biossensor wearable, flexível que pode detectar com segurança e quantificar glicose a partir de quantidades muito pequenas de suor humano. (University of Texas, em Dallas)
Sensor criado por pesquisadores da Universidade do Texas em Dallas

Bioengenheiros da Universidade do Texas em Dallas, desenvolveram um monitor de glicose semelhante a um Band-Aid que poderia revolucionar a maneira como os diabéticos monitoram seu açúcar no sangue.

O dispositivo pode detectar o açúcar no sangue através de quantidades mínimas de suor da pele. O MicroMonitor pode fazer o seu trabalho usando a quantidade de suor que se encaixaria em um cubo do tamanho de um cristal de sal.

Para garantir que uma quantidade tão pequena de suor gerasse um sinal suficientemente forte, Shalini Prasad, professora de bioengenharia na Escola Erik Johnsson de Engenharia e Ciência da Computação, em Richardson, Texas, e seus pesquisadores demonstraram as capacidades de um biossensor que foi projetado para detectar com segurança e determinar o nível de glicose no suor humano.

Prasad disse que os pesquisadores que trabalham com o suor freqüentemente usam um processo chamado de iontoforese, que envia uma corrente elétrica através da pele para gerar suor suficiente para experimentos de detecção. Mas porque este método pode levar a erupções cutâneas e até mesmo queimaduras na pele, a equipe buscou uma alternativa que iria trabalhar com pequenas quantidades de suor.

Assim, eles começaram modificando a superfície do material que incorpora o sensor. “Nós usamos propriedade conhecidas de têxteis e tecidos em nosso projeto”, disse Prasad. “O que foi inovador foi a maneira como incorporamos e posicionamos os eletrodos para este têxtil, de tal maneira a permitir que um volume muito pequeno de suor difundir de forma eficaz através da superfície”.

“Nossas modificações permitiram que este material absorvesse ainda mais as moléculas de glicose, o que, efetivamente, amplificou o sinal”, disse Prasad.

Ela e seus colegas também foram capazes de contabilizar o fato de que a química do suor de uma pessoa sofre mudanças ao longo do dia. “A glicose é uma molécula difícil de monitorar, pois outros fatores podem confundir um sinal”, disse Prasad. “Por exemplo, o pH, ou acidez, do seu suor pode variar muito, dependendo das circunstâncias”. Ela observou que quando os indivíduos fazem exercício ou estão sob estresse, outros compostos em seu suor – incluindo cortisol e ácido láctico – mudam também, o que poderia dificultar a detecção da glicose.

Prasad disse que sua equipe tinha de superar esses obstáculos com o seu Monitor: “Temos demonstrado que, com a nossa tecnologia, abordamos três questões críticas: ambiente com baixo volume de suor, interferência de outros compostos, e variações de pH”.

Prasad testou seu protótipo usando amostras de suor humano de doadores. A tecnologia fornece resposta em tempo real, sob a forma de um visor digital.

Enquanto o MicroMonitor ainda está a alguns anos de distância de chegar nas prateleiras das lojas, quando estiver lá deverá ser facilmente comercializado e escalável.

“Neste momento, estamos pensando neste sensor como algo que você usa um dia e joga fora depois, e acreditamos que poderia facilmente ser incorporado nas plataformas de eletrônicos de consumo existentes”, disse Prasad. Ela e seus colegas publicaram o estudo no jornal Sensors and Actuators B: Chemical.

Casos de diabetes estão explodindo nos Estados Unidos. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças estima que 29 milhões de pessoas nos Estados Unidos têm diabetes e 86 milhões têm pré-diabetes – uma condição que tende a evoluir para a diabetes tipo 2.

 

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