Hábito alimentar da família é o principal aliado para o controle da diabetes infantil

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O Diabetes Mellitus Tipo 1 é o mais frequentemente diagnosticado até os 18 anos

O diagnóstico de diabetes abala toda família, principalmente quando se refere a uma criança. A restrição alimentar é um dos principais desafios dos pais e cuidadores. No entanto, há alternativas importantes que podem contribuir para o controle do Diabetes Mellitus, que é uma das doenças endócrinas mais comuns durante a infância e pode acontecer por uma herança genética em conjunto com fatores ambientais como infecções virais, estresse emocional ou físico. Segundo estudos da Federação Internacional de Diabetes, os casos entre crianças estão aumentando em todo o mundo.

“Muitos pais se questionam sobre o surgimento repentino da doença, mas apesar de nunca ter apresentado sintomas, a criança pode desenvolve-la até os 18 anos. O Diabetes Mellitus Tipo 1 é a mais comum nessa faixa etária e acontece quando o indivíduo nasce com uma alteração no pâncreas e não produz insulina, um importante hormônio para transporte do açúcar para dentro das células evitando que ele se acumule no sangue” esclarece a endocrinologista pediátrica do Hospital Barra D’Or, Fernanda Pereira André.

O diabetes é uma doença silenciosa que precisa da atenção dos pais para o reconhecimento dos seus primeiros sintomas como a necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso. O diagnóstico é feito com um simples exame de sangue e o tratamento precisa ser individualizado e ter acompanhamento nutricional e psicológico, para melhorar aceitação da nova realidade.

Muito além da aplicação de insulina e visitas periódicas ao endocrinologista pediátrico, são necessárias algumas mudanças, como a prática de atividade física e uma alimentação saudável, envolvendo toda família, pois a criança precisa de estímulo e tem seus familiares como referência.

“No mercado, por exemplo, é indicado evitar os corredores centrais, que geralmente contém as guloseimas. O ideal é começar as compras pelos corredores laterais, onde estão dispostos cereais, laticínios, frutas, legumes e verduras. Vale usar a parte lúdica, demostrando para a criança as frutas, legumes e verduras. Além disso, o consumo de frutas, verduras e legumes deve fazer parte da rotina familiar”, sugere a nutricionista Deise Barcellos, do Hospital Oeste D’Or.

Apesar de não ser comum, também é possível que crianças sejam diagnosticadas com o diabetes tipo 2 que, ao contrário do tipo 1, existe produção de insulina, porém o corpo cria resistência e não a utiliza de forma correta. Nesse processo a insulina não consegue carregar todo o açúcar para dentro das células e ele acaba se acumulando no sangue.

A endocrinologista pediátrica Fernanda Pereira dá dicas para famílias de crianças diabéticas:

  • Realizar as refeições sempre no mesmo horário; a cada 3-4h
  • Não oferecer alimentos ricos em açúcar;
  • Evitar ter doces e guloseimas em casa para não estimular o consumo;
  • Incentivar a criança a fazer exercícios físicos, como futebol, dança ou natação;
  • Deixar a criança participar no seu tratamento, deixando, por exemplo, que escolha o dedo para a picada ou segurar na caneta de insulina;
  • Informar a escola sobre a situação de saúde da criança, para que sejam evitados doces e para que seja feita educação da turma nessa área;

 

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