Com 18 anos em atividade, laboratório que descobriu célula tronco pesquisa a cura da diabetes

O cientista Doug Melton trabalhando no laboratório de Harvard
O cientista Doug Melton trabalhando no laboratório de Harvard

Semma Therapeutics é uma empresa alimentada por uma das forças mais poderosas do mundo: o desejo de um pai para curar seus filhos. Uma vez que as crianças de Doug Melton foram diagnosticadas com diabetes tipo I, ele voltou seus esforços de pesquisa em Harvard para transformar células-tronco em tecidos transplantáveis. Dezoito anos depois, uma descoberta no laboratório de Melton tornou-se a base para a Semma (que tem este nome por causa dos filhos de Melton, Sam e Emma).

As descobertas de Melton proporcionaram gerar células beta pancreáticas humanas suficientes e com bom funcionamento feitas à partir de células-tronco pluripotentes indiferenciadas. Ele foi capaz de demonstrar que elas poderiam controlar os níveis de glicose no sangue de camundongos por seis meses usando transplantes de células beta humanas. Melton acredita que pode conseguir o mesmo efeito em seres humanos, e por um período de tempo ainda mais longo. Mas, primeiro, ele precisa de um dispositivo que possa manter, proteger e dispersar as células beta no corpo – que é onde a Semma entra em jogo.

Semma é uma empresa organizada em duas partes. A primeira parte em Cambridge, Massachussets, a Semma Norte, compreende uma equipe de biólogos celulares comprometidos com o refino e aprimoramento do trabalho de Melton (um pesquisa feita com o primeiro autor Felicia Pagliuca foi publicado no jornal “Celular”) para que possa ser ampliado e comercializado. Semma já alterou o status das células beta de linha de pesquisa para células clinicamente relevantes, tornando-as elegíveis para entrar na clínica e obter a licença para seu uso. Semma Sul é baseada em Providence, Rhode Island, onde comprarm uma empresa chamada CytoSolv que é especializada em projetar dispositivos para preservar as células para entrega aos pacientes. Eles agora estão focados no desenvolvimento de dispositivos de macro e imuno-protecção.

“Queremos estar em uma posição onde teremos as melhores células e, espero, o melhor dispositivo, ou a melhor capacidade para usar um dispositivo de terceiros a fim de obter os dois juntos em pacientes de forma acelerada”, disse o CEO da Semma, Robert Millman.

As parcerias são extremamente importantes para a Semma. A empresa já tem um acordo com a gigante farmacêutica Novartis, e ele aceitou uma doação de US $ 5 milhões do Institute of Regenerative Medicine (CIRM) da Califórnia, bem como formou parceria com a Harvard Stem Cell Institute, Brigham and Women’s Hospital, o Diabetes Joslin Center e com o Instituto de Câncer Dana-Farber.

O CIRM fornece financiamento para desenvolver a terapia celular personalizada para o tratamento de diabetes. As próprias células dos pacientes diabéticos serão recolhidas, transformadas primeiramente em células estaminais e, em seguida, diferenciadas em ilhéus pancreáticos derivadas de células estaminais para serem usadas em uma terapia celular experimental para o diabetes. Enquanto isso, a colaboração com instituições da área de Boston tem a intenção de aproveitar os recursos de células-tronco e células beta em direção a uma nova terapia para pacientes diabéticos.

“Fomos capazes de elaborar um plano para o programa local, aproveitando uma ampla gama de recursos exclusivos do ambiente de Boston, que seria complementar ao que está acontecendo na Califórnia”, explicou Millman. “Eu gostaria de pensar que ambos os programas irão se mover em paralelo, porque os dois precisam manter contato permanentemente para serem capazes de usar determinadas informações de um local para ajudar o outro. Eles estão focados em dois tipos diferentes de pacientes dependentes de insulina, por isso todo o trabalho é complementar a todos”.

Millman disse que espera que antes de 2021 a Semma seja capaz de apresentar a prova de conceito em situações clínicas onde o diabetes possa ser curado com células alergênicos e dispositivos de proteção.

Em março de 2015, a Semma garantiu US $ 44 milhões em financiamento Série A, ocasião em que assinou um acordo com a Novartis. Enquanto qye este financiamento tenha empurrado o projeto adiante em direção a clínica e permitiu a compra de CytoSolv, eles só poderão ir até aí. Millman disse que a Semma está ativamente engajada em um novo financiamento para os próximos 6 meses.

“Em geral, os sucessos do campo da medicina regenerativa vão continuar a impulsionar e apontar as pessoas para o campo das células-tronco, mas não como um campo que falhou durante algum tempo, mas sim para aquele que está começando a mostrar sucessos. Devemos estar preparados [para o sucesso], como no campo da imunologia há quatro anos e no campo da terapia genética já há 2 anos. Esperamos que o campo da medicina regenerativa comece a se abrir para novos investidores, bem como para novos pesquisadores após sucessivos bons resultados”, disse Milliman.

 

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