Melhor do que a insulina: Cientista a um passo mais perto da cura da diabetes

Cientista quer que picar dedo e injetar insulina sejam coisas do passado
Cientista quer que picar dedo e injetar insulina sejam coisas do passado

Regular constantemente os níveis de açúcar no sangue, injeções de insulina frequentes e acompanhamento de dieta são um desafio para os adultos com diabetes tipo-1. Imagine então o fardo para 200.000 jovens com a doença e suas famílias. Às vezes referida como “de início da juventude”, a diabetes tipo 1 é muitas vezes diagnosticada na infância e requer tratamento com insulina ao longo da vida. Uma pesquisadora do Instituto de Pesquisa de Biociências de Indiana (IBRI) prevê um mundo onde os pacientes poderão experimentar a liberdade de insulina e acredita que uma recente concessão de $ 750.000 vai ajudar a traduzir sua descoberta nessa libertação.

Embora a insulina seja um tratamento confiável para os 1,25 milhões de americanos com diabetes tipo 1, a Fundação de Pesquisa do Diabetes Juvenil (JDRF) diz que não afasta a possibilidade de haver complicações devastadores da doença, tais como ataque cardíaco, derrame, cegueira, doença renal e amputação.

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Teresa Mastracci em seu laboratório

“A insulina é uma terapia bonita e reduz as chances daquilo que poderia se configurar como uma situação fatal”, diz a cientista sênior do IBRI, Dra. Teresa Mastracci. “Mas se você pudesse corrigir a fonte do problema em vez de apenas tratá-la, representaria uma libertação para quem sofre com a doença, especialmente quando você está pensando nas crianças. Às vezes as crianças aos seis meses de idade são diagnosticadas com diabetes tipo 1; isso significa que os pais ficam responsáveis para dar insulina à criança se certificando da estabilização em seus níveis de glicose no sangue. É um enorme fardo para a família como um todo”.

É por isso que a pesquisa de Mastracci mira na origem da doença: as células beta do pâncreas que não está produzindo insulina como deveriam. No caso da diabetes do tipo 1, as células beta não funcionam, pois o organismo está destruindo-as; O trabalho de Mastracci concentra-se na regeneração dessas células beta.

“Se pudéssemos descobrir uma maneira de trazer as células beta de volta ou acordá-los e fazê-las começar a produzir insulina mais uma vez, isso poderia reverter a doença”, diz Mastracci. “Essa é a idéia por trás da regeneração de células beta. Isso, efetivamente, poderia representar uma cura para as pessoas com diabetes do tipo 1”.

No início de sua pesquisa, Mastracci fez uma descoberta chave quando identificou os genes que são os prováveis responsáveis por regenerar as células beta. O apoio financeiro dado pelo JDRF irá lhe proporcionar dar mais um grande passo em frente na sua pesquisa: identificar drogas e testar sua capacidade para ajudar a regenerar as células beta, o que poderia essencialmente reverter, ou curar a diabetes tipo 1.

Mastracci diz que esta nova abordagem representa o que há de mais recente em pesquisa do diabetes em que os cientistas procuram tratamentos que eliminam a dependência de insulina, e que tem sido utilizada desde a década de 1920. Além de seus esforços para regenerar as células beta, outros pesquisadores estão trabalhando neste esforço de recuperar as células beta – basicamente, fazendo-as crescer fora do organismo e transplantando-as em um paciente.

“Estamos todos trabalhando para o mesmo objetivo de alcançar a independência da insulina para pessoas com diabetes tipo 1”, diz Mastracci. “Se for uma terapia de substituição de células beta, maravilhoso, ou se for uma droga que pode induzir a regeneração, maravilhoso também. Se houver mais que uma solução, ainda melhor, porque isso fornece opções. Talvez um tipo de terapia possa funcionar melhor para uma pessoa em relação a outra”.

Mastracci encontrou sua vocação na diabetes enquanto esforçava-se em uma pesquisa científica sobre o câncer de mama. Ela estava terminando o seu doutoramento na Universidade de Toronto, a mesma universidade em que a insulina foi descoberta pela primeira vez; enquanto cercada por essa herança, seu pai também foi diagnosticado com diabetes tipo 2.

“Isso me fez pensar”, diz Mastracci, “se você pode contribuir para ajudar as pessoas em geral, talvez também possa ajudar a alguém que você ama, o que faz do seu trabalho ainda mais importante para você”.

Trazido a bordo como o primeira pesquisadora independente do instituto no início deste ano, Mastracci acredita que encontrou na IBRI a casa perfeita para a sua missão. Em última instância, eles empregam cerca de 200 cientistas focados em distúrbios metabólicos.

“Um monte de instituições acadêmicas ou indústria dizem: ‘você tem que pesquisar X, e você deve fazê-lo desta maneira'”, diz Mastracci. “Encontrar um lugar como o IBRI que lhe permite fazer a sua investigação, não importando em qual direção ela evolui, é raro. É como dizer a um cientista, ‘faça o que gosta, e nós vamos apoiá-lo’. Quem não gostaria de um trabalho desses”?

 

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