Angústia relacionada com a diabetes influencia adesão à medicação

O gerenciamento constante da condição pode causar uma angústia específica que prejudica a aderência aos medicamentos
O gerenciamento constante da condição pode causar uma angústia específica que prejudica a aderência aos medicamentos

Depressão e angústia relacionada com a diabetes estão associadas com uma má aderência à medicação, dizem os pesquisadores.

No entanto, a “angústia específica do estresse de viver com uma doença crônica e um regime de auto-gestão exigente”, avaliada em 17 itens  pela Escala de Estresse do Diabetes (DDS), era muito mais comum do que a depressão, afetando 46% dos 104 participantes do estudo.

Depressão, definida por 9 itens pelo Questionário de Saúde do Paciente (PHQ-9), foi menos freqüente, ocorrendo em 21% dos pacientes, sendo que apenas 23% destes tinha transtorno depressivo maior (MDD) de acordo com o diagnóstico baseado na entrevista pelo método Montgomery -Åsberg Depression Rating Scale (MADRS). Outros 14% suplantaram este índice de transtorno depressivo maior MDD.

Em vez de “focarem exclusivamente na depressão clínica”, os pesquisadores acreditam que os médicos deveriam estar cientes que a “angústia emocional pode não chegar a ter um nível de diagnóstico psiquiátrico da depressão, mas que, no entanto, representa risco significativo para a ocorrência de problemas com a adesão ao tratamento da diabetes”.

Eles dizem: “Como tal, os médicos devem estar em sintonia com os problemas emocionais de seus pacientes durante os encontros clínicos e considerarem a apresentação de sintomas de depressão ou angústia específica relacionada com a diabetes como parte de sua avaliação mais aprofundada a fim de identificar com maior precisão a natureza do problema e orientar uma intervenção apropriada”.

Após mais de 3 meses de monitoramento eletrônico, a adesão à medicação foi significativamente menor entre os pacientes com depressão do que aqueles sem (62,5% versus 79,8%).

Os escores mais altos para o total de DDS (transtorno depressivo maior) e da subescala de carga emocional também foram significativamente associados com uma menor adesão à medicação, concluiu o relatório de Jeffrey Gonzalez (Universidade Yeshiva, Bronx, New York, EUA) e colegas que foi publicado em Diabetes Care.

A angústia do diabetes permaneceu associada com menor adesão após a contabilização de outros fatores comuns, incluindo idade e o tempo de monitoramento eletrônico.

“Porém a falta de um papel independente para os sintomas cognitivo-afetivos da depressão, relatados por este estudo, lança mais dúvidas sobre se a depressão clínica é a construção subjacente à relação entre elevações nas escalas de sintomas depressivos e abandono do tratamento do diabetes”, concluem os pesquisadores.

Por Eleanor McDermid

 

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