Grávida diabética pode ter parto normal. Tire as principais dúvidas sobre como controlar a doença na gestação

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Você tem diabetes, engravidou e está cheia de dúvidas sobre como administrar a doença nessa etapa da sua vida? Será que muda o tratamento? Será que o bebê também terá diabetes? Quando uma mulher diabética tem uma gravidez confirmada, o ideal é que ela converse com seus médicos, para que eles possam orientar o melhor tratamento a seguir a partir dali, explica Denise Reis Franco, pesquisadora do CPClin e coordenadora do departamento de novas terapias da Sociedade Brasileira de Diabetes. Segundo a especialista, com as novas terapias disponíveis, hoje em dia, como é o caso das insulinas de longa duração, houve uma melhora significativa do controle glicêmico dos pacientes, o que é essencial especialmente para grávidas.

Tenho diabetes. Posso ter parto normal? 
Sim, pode. Se a gravidez correu direitinho, se o neném está com o crescimento normal, então o parto normal é o melhor, porque ele é o melhor para qualquer pessoa. O movimento que acontece na hora em que o bebê passa pelo canal de parto, por exemplo, prepara melhor o pulmão da criança para respirar. O único impedimento para um parto normal seria se a mãe ou o bebê não estiverem bem – se houver um quadro de hipertensão, se o bebê não evoluiu bem, se ele estiver muito grande. Teoricamente, se foi uma gestação em que se controlou bem a glicemia, ou mesmo se a mãe planejou a gravidez e optou por engravidar quando o controle glicêmico estava bom, esta é a melhor condição.

Preciso parar tratamento durante a gestação? 
Tanto nos caso de diabetes tipo 1 e 2, o ideal é conversar com seus médicos endocrinologista e ginecologista assim que a gravidez for confirmada, para que eles ajudem a decidir qual é a melhor terapia.

Sou diabética. Meus filhos terão diabetes necessariamente? 
Não necessariamente. Se a mulher for portadora de diabetes tipo 2, seu filho terá 30% de chances de também desenvolver a mesma doença. No caso de pacientes tipo 1, a chance de o filho vir a ter diabetes é de 10% a 15%.

Estou grávida e tenho hipoglicemia. Meu filho será prejudicado? 
O ideal é que a gestante procure diminuir o risco de oscilação glicêmica, evitando, sobretudo, a hipoglicemia e a hiperglicemia severas. A hipoglicemia severa, por exemplo, pode comprometer tanto o bebê quanto a mãe, interrompendo a nutrição ao feto.

Grávida diabética (pode ser o tipo gestacional ou não) é suscetível a ter mais infecções? 
Se a doença estiver descompensada, sim. Como qualquer paciente com diabetes, ela pode estar mais suscetível a quadros de infecção, porque a doença diminuiu sua imunidade.

Ter diabetes pode afetar a amamentação de alguma forma? 
Não. Inclusive, a amamentação pode até auxiliar no controle da glicemia, como, por exemplo, pelo fato de que ela estimula a redução de peso e, com isso, diminui também a resistência insulínica.

Gravidez pode descontrolar a diabetes? 
Pode. Principalmente porque, durante a gravidez, o corpo da mulher produz hormônios que elevam a glicemia, justamente para aumentar a nutrição do feto. A mãe responde a isso aumentando a produção de insulina. Se ela já toma insulina, vai precisar de uma dose maior – e ela vai sendo maior conforme a evolução da gestação.

Diabetes gestacional pode trazer riscos ao bebê, inclusive morte? 
Pode. Existe um risco materno-fetal, um risco tanto para a mãe quanto para o bebê. No caso do bebê, os riscos são de termos bebês grandes no nascimento (macrossomia), risco de problemas no parto (como a impossibilidade de acontecer por via normal), risco de hipoglicemia neonatal, risco maior de icterícia neonatal. Para a mãe, os riscos são de hipertensão na gestação, pré-eclampsia e eclampsia. Mas, se diagnosticada antes do terceiro trimestre e bem acompanhada, a diabetes gestacional dificilmente evoluiu para complicações.

 

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