Síndrome dos ovários policísticos pode ser causa da diabetes. Saiba o que é.

O distúrbio pode atingir cerca de 20% das mulheres durante a fase reprodutiva. Além disso, há chances de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes do tipo 2.
O distúrbio atinge cerca de 20% das mulheres durante a fase reprodutiva. Além disso, há chances de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes do tipo 2.

Ovários policísticos é um distúrbio pouco conhecido pela população, mas afeta cerca de 20% das mulheres durante a fase reprodutiva. A síndrome dos ovários policísticos não são só cistos, também causam queda de cabelo, aumento de peso e provocam doenças cardiovasculares e diabetes.

Segundo a ginecologista Luciana Nunes, a síndrome é um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação em virtude do desequilíbrio hormonal. “O aparecimento de cistos durante o processo de ovulação faz parte do funcionamento dos ovários, mas eles desaparecem a cada ciclo menstrual”, acrescenta.

Os fatores que levam ao surgimento dos ovários policísticos não são totalmente conhecidos, mas pode ser de origem genética.

“Irmãs ou filhas de uma mulher portadora do distúrbio tem 50% de chance de desenvolvê-lo. Tudo indica que sua origem está associada com a produção da insulina em excesso pelo organismo. O aumento da quantidade dessa substância no sangue provocaria o desequilíbrio hormonal”, conta a ginecologista.

Sintomas

Algumas características são comuns nas mulheres portadoras da síndrome, como a dificuldade para engravidar e ciclos menstruais irregulares.

“A disfunção pode levar à secreção de hormônios masculinos, os androgênios, em excesso. A portadora da síndrome ovula com menor frequência e tem ciclos irregulares o que poderá dificultar uma gestação”, relata a Luciana.

Além disso, o distúrbio favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e obesidade.

De acordo com a ginecologista quando há excesso de hormônios masculinos, os sinais observados são:

  • Crescimento anormal de pelos nas regiões do baixo ventre, seios, queixo e buço;
  • Aumento da oleosidade da pele e aparecimento de espinhas e cravos;
  • Queda de cabelos;
  • Aumento do peso;
  • Manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

As mulheres que possuem a síndrome têm chances de não menstruar. “O ciclo menstrual é um processo dinâmico e dependente das oscilações hormonais. Com os distúrbios hormonais não ocorre a ovulação e como consequência não ocorre a menstruação”, ressalta a especialista.

Tratamento

A síndrome pode ser controlada com os medicamentos, não sendo necessário procedimento cirúrgico. A ginecologista Luciana Nunes afirma que os medicamentos variam com o quadro de sintomas de cada paciente e suas complicações.

“A utilização de anticoncepcionais hormonais como pílulas, anéis vaginais e implantes protegem os ovários contra a formação dos micros cistos e diminuem os níveis de hormônios masculinos e de insulina”, frisa.

As mulheres que planejam engravidar também devem utilizar anticoncepcionais hormonais, para primeiro regularizar a menstruação e com a suspensão do uso poderá aumentar a chance de ovulação e gravidez.

As portadoras da síndrome de ovários policísticos com altos níveis de insulina devem usar medicamentos específicos para reduzir a produção dessa substância.

Os especialistas ainda orientam as mulheres com ovários policísticos a terem uma alimentação leve.

“Para manter os sintomas sob controle, os médicos costumam orientar suas pacientes sobre a manutenção de dietas mais leves, especialmente quando elas apresentam obesidade, acompanhada da prática de exercício físico, que beneficia todas as portadoras da síndrome. E, dependendo do caso, tratamentos cosméticos com dermatologista”, explica.

 

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