Diabetes: Mito x Realidade

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Mito: As pessoas com diabetes saberão o que fazer quando estiverem passando mal

Fato: Na verdade, é melhor oferecer às pessoas com diabetes algumas dicas simples para os dias em que estiverem doentes, dando-lhes também um plano de cuidados pessoais para quando não se sentirem bem. Deve ser re-lembrado no momento da doença, pois muitas vezes as pessoas por não usar estes ensinamentos com freqüência, costumam esquecê-los nas horas críticas.

Como exemplo de dicas simples temos:

  • Testar mais vezes o seu nível de glicose no sangue quando doente. Se estiver acima de 270 mg / dL  (mais de 234 em uma bomba de insulina), testar a urina para verificar a presença de cetonas. Se estiverem presentes entre em contato com seu médico.
  • Mesmo que você não esteja comendo, você ainda vai precisar de seu medicamento para diabetes, mas poderá ser necessário alterar a dose. Então entre em contato com seu médico para aconselhamento.
  • Nunca deixe de tomar insulina se for diabético do tipo 1.
  • Beba líquidos sem açúcar para evitar uma desidratação.

Mito: Diabetes tipo 1 é apenas diagnosticado em crianças

Fato: A idade mais comum para o diagnóstico é entre 9 e 14 anos, mas pode ser diagnosticada também em adulto. 90% das pessoas com diabetes tipo 1 são diagnosticadas antes dos 30 anos, mas existem muitas casos de diagnósticos mais tarde na vida. Embora a idade seja um fator de risco para o diabetes tipo 2, não há restrições de idade para o diagnóstico da diabetes tipo 1. Uma história detalhada dos sintomas pode ser útil para o correto diagnóstico.

Diabetes Autoimune Latente do Adulto (LADA) é o nome dado ao diagnóstico da diabetes tipo 1 em pessoas com idade superior aos 35 anos. Normalmente, estas pessoas são diagnosticadas com diabetes tipo 2 e após curto espaço de tempo ficam dependentes de insulina.

Mito: Os homens com diabetes não gostam de falar sobre disfunção erétil

Fato: Na verdade, os profissionais de saúde dizem que os homens querem falar sobre a disfunção erétil se for feito da maneira correta. Fazer as perguntas certas e dar ao paciente a oportunidade de falar sobre este assunto é importante. Ser direto e usar termos apropriados (não técnicos) pode superar qualquer constrangimento com os seus pacientes. Então você poderá explorar as opções de tratamento adequadas para ele.

Mito: Pessoas com diabetes devem evitar certas frutas ou legumes, como uvas, bananas, mangas, cerejas

Fato: Se a pessoa com diabetes fizer uma dieta saudável, que inclui esses alimentos, ainda pode alcançar um bom controle da glicose no sangue. Na verdade, estas opções são uma escolha saudável.

A fruta é rica em fibras, pobre em gordura e cheia de vitaminas e minerais. Ela ajuda a proteger contra doenças cardíacas, câncer e certos problemas de estômago. Você pode encorajar os pacientes a comer mais vegetais do que frutas, se eles estão tentando perder peso.

Para encontrar receitas saudáveis e dicas para ajudar seus pacientes a melhorar sua relação com a comida tente esta página: www.diabetes.org.uk/enjoyfood

Mito: Pessoas com diabetes mal controlada não se engajam no tratamento de sua condição

Fato: Você sabe o quão difícil é para uma pessoa com diabetes modificar seus hábitos alimentares e estilo de vida? A Diabetes UK criou uma ferramenta simples para que os médicos de cuidados primários, possam prescrever práticas já conhecidas. São planos de uma única página, que são adaptados individualmente para as pessoas que têm dificuldades em gerir seu diabetes. Estas “prescrições” são fornecidas se as metas do HbA1c, da pressão arterial ou do colesterol não forem alcançadas. As prescrições contêm o que as pessoas precisam saber sobre como otimizar seu potencial de saúde, bem como um plano de ação personalizada com uma proposta para melhorar seus resultados, o que deverá ser de mútuo acordo.

O fato é que um conjunto de receitas e informações provocam uma dissonância nas pessoas. Um planejamento assistencial colabora para melhorar a saúde do sujeito.

Mito: Não faz sentido pessoas magras fazerem testes de diagnóstico para diabetes tipo 2

Fato: Sim, a maioria das pessoas que são diagnosticados com diabetes tipo 2 estão acima do peso, mas algumas outras não. A idade, história familiar e etnia podem ser fatores que favoreçam o desenvolvimento dessa condição. É importante que a diabetes tipo 2 seja diagnosticada o mais rapidamente possível, a fim de prevenir as graves complicações que possam surgir do não diagnóstico.

Mito: Você precisa da urina da manhã para verificar sua função renal

Fato: Como parte de um relatório anual de avaliação de cuidados de saúde, as pessoas com todos os tipos de diabetes devem realizar exames de sangue e urina. O exame de urina serve para a verificação de microalbuminúria. Paralelamente, o exame de sangue vai medir ureia, creatinina, e função glomerular estimada (EGFR), mostrando se os rins estão funcionando bem ou não. A interpretação deve ser baseada na aparência clínica. Os estágios iniciais da doença renal relacionada com diabetes costuma ser assintomática, o que sublinha a necessidade de exame anual de urina. O tabagismo e uma avaliação dietética deverão ser considerados ao se fazer uma revisão da saúde renal.

O exame de urina é o último processo de intervenção recomendado pelas autoridades de saúde. Uma razão para isso é que algumas pessoas se esquecem de trazer sua amostra de urina da manhã, de modo que o teste acaba não sendo concluído. A ONG Diabetes UK acredita que “um teste é melhor do que teste nenhum”, por isso, se um paciente não trouxer uma amostra de urina pela manhã, eles ainda poderão fazer um em uma clínica. Sabemos que se um teste feito no final do dia der normal, provavelmente o teste que fosse realizado de manhã cedo também o seria. No entanto, se o teste se mostrar alterado, é preferível fazer um novo exame de urina pela manhã, devendo ser providenciado uma nova data para isso.

 

Dan Howard, chefe de cuidados, Diabetes UK

 

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