Pessoas com diabetes estão tendo vidas mais longas e ativas, diz estudo

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Os avanços na saúde e medicina estão ajudando as pessoas com diabetes a viver vidas mais longas e mais ativas do que em gerações anteriores, de acordo com um novo estudo. É sabido que a expectativa de vida de pacientes com diabetes vêm aumentando – mas a sua qualidade de vida não tinha sido bem estudada.

Eles têm vivido mais tempo, mas em que estado de atividade? A resposta não foi clara, disse o autor sênior Dr. Edward Gregg, do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, em Atlanta.

Ele e seus colegas tentaram “avaliar se as pessoas com diabetes estão realmente tendo suas vidas mais ativas e saudáveis do que seus antecessores”, disse à Reuters Health.

Os pesquisadores compararam dados de um estudo norte-americano com pessoas entre 50 e 70 anos de idade, nascidos entre 1931 e 1941 e um outro grupo nascido entre 1942 e 1947. No total, 1.367 tinham diabetes e 11.414 não o tinham.

No geral, as pessoas nascidas depois tiveram uma vida mais longa e mais anos ativas. Eles também tinham um início mais tardio da diabetes e passaram menos tempo em estado de inatividade.

Os resultados foram apresentados na reunião da American Diabetes Association e publicado simultaneamente em The Lancet Diabetes e Endocrinologia.

“O que estamos vendo é que a expectativa de vida está aumentando e as taxas de mortalidade estão diminuindo ao longo do tempo”, disse Gregg. “Realmente o achado mais importante é que o número de anos em atividade está aumentando”.

Os resultados levam em conta a possibilidade de que algumas pessoas podem tornar-se deficientes, porém mais tarde vir a melhorar, disse ele à Reuters Health.

“A mais recente amostragem tinha anos mais ativos em parte porque eles eram menos propensos de tornarem-se deficientes em primeiro lugar, mas quando chegam lá eles podem sair dela”, disse Gregg.

O estudo não pode adiantar as razões específicas pelas quais as pessoas nascidas depois estão tendo vidas mais longas e mais ativas.

“Nós sabemos de algumas coisas muito básicas que podem fazer uma grande diferença”, disse Gregg. Incluem as consultas de acompanhamento de saúde, a gestão dos fatores de risco como a pressão arterial e níveis de colesterol, o exercício e a manutenção de um peso saudável.

O estudo, porém, teve limitações. Por exemplo, os participantes do estudos só foram acompanhados até aos 70 anos de idade, advertiu o Dra. Evelyn Wong, da Universidade Deakin, em Melbourne, Austrália, em um editorial de acompanhamento.

Com o aumento mundial projetado do número da população com diabetes, o custo para evitar que essas pessoas se tornem incapacitadas pode ser alto, ela escreve.

Tendo em vista o aumento da prevalência de diabetes, “estudos para investigar os custos associados a este adiamento da deficiência” deve ser considerado, Wong acrescenta.

FONTE:

 

http://www.reuters.com/


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