Quando a desinformação sobre a diabetes leva ao pânico

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“Me desculpem o que vou falar: sou diabético insulino-dependente há 29 anos. Fui diagnosticado aos 12 anos e desde aquele dia infelizmente comecei a aplicar insulina e nunca mais parei!

  1. Hoje vejo isso como um Tremendo Absurdo. Você acaba Viciando o Seu Corpo Com as Injeções de Insulina. É Mais ou Menos parecido com uma droga como o cigarro ou o álcool, por exemplo, só que no caso da insulina você acaba sendo manipulado por algum doutorzinho que se diz especialista em diabetes e acaba te deixando inseguro e com isso você passa a tomar insulina todos os dias até ficar dependente.
  2. E esses “Pesquisadores” acabam Iludindo as pessoas já que não conseguem ou na verdade Devem Ser Pagos Pela Indústria Farmacêutica para não divulgarem nada a respeito da Cura. Por que se a Cura Fosse divulgada isso acabaria, iria levar à Falência a Indústria Farmacêutica Que Fatura Muitos Bilhões, tudo em cima dos diabéticos. Infelizmente é este o mundo em que nós vivemos!
  3. Mas a Esperança nunca irá acabar principalmente para nós diabéticos que dependemos de insulina, porque a nossa esperança vem da Palavra de Deus que nos Anima, nos dá Conhecimento e Sabedoria para lutar contra isso. Somente DEUS pode livrar uma ALMA da Depressão causada pelos anos desta doença maligna. (A Cura Está Em Tua Fé e Esperança em Nosso Deus). MISSIONÁRIO e EVANGELIZADOR”

Esse depoimento emocionado reflete adequadamente as consequências desastrosas da falta de informação de uma grande parcela da população diabética brasileira que, infelizmente, nunca teve a oportunidade de passar por um programa decente de educação em diabetes.

O primeiro conceito equivocado manifestado por esse paciente é a concepção de que a insulinoterapia é uma modalidade terapêutica opcional para um jovem pré-adolescente de 12 anos, seguramente, um portador de diabetes tipo 1, quando, na verdade, foi o tratamento insulínico que o mantém vivo até agora.

Outro conceito perigosamente incorreto refere-se à caracterização da insulina como uma droga viciante, comparável aos vícios de tabagismo e de alcoolismo. De acordo com o nosso paciente, o médico que o atende, pouco carinhosamente descrito como “doutorzinho”, seria um criminoso desalmado que ilude seus pacientes e que prescreve insulina apenas para prejudicá-los, uma vez que sua conduta terapêutica tem o único objetivo de enriquecer a indústria farmacêutica e a ele próprio.

Ao entrar no domínio místico da fé religiosa, o paciente transfere para a esfera divina a responsabilidade por todas as mazelas decorrentes da insulinoterapia. É preciso salientar que a fé religiosa pode, efetivamente, ajudar bastante no abrandamento das reações emocionais negativas que colocam em pânico várias pessoas com diabetes. Se esse paciente tivesse recebido uma abordagem tão necessária como a educação em diabetes, poderíamos efetivamente ajudá-lo a vencer o pânico associado às suas concepções errôneas da doença e de seu tratamento.

 

Por Dr. Augusto Pimazoni-Netto, coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP.

 

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