Diabetes: um passo mais perto da cura

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Uma linha de células humanas geneticamente modificadas para produzir, armazenar e liberar insulina em resposta a níveis de açúcar no sangue no corpo humano poderia eliminar a necessidade de injeções diárias para os diabéticos insulino-dependentes.

Desenvolvido pela Professora Ann Simpson e sua equipe no Centro UTS de Tecnologias da Saúde, estas células “Melligen” produtoras de insulina se mostram como promessa a uma possível cura para o tipo 1 da diabetes. Este mês, a equipe garantiu proteção de patente para a linha celular junto ao US Patent and Trademark Office.

“Minha equipe e eu estamos extremamente satisfeitos que o escritório de patente dos EUA tenha concedido patente para as células Melligen”, diz Simpson. “Isso nos leva a um passo mais perto de libertar as pessoas com diabetes da necessidade de injetar insulina diariamente e, mais importante, protegendo-os contra as complicações debilitantes da doença, tais como cegueira, insuficiência renal e problemas cardiovasculares”.

O grupo está trabalhando agora em estágio de clínica com a companhia de biotecnologia dos EUA, PharmaCyte Biotech para comercializar a pesquisa.

PharmaCyte é especializada no desenvolvimento de tratamentos direcionados para o câncer e diabetes utilizando a sua tecnologia de encapsulamento de células vivas. Esta tecnologia, conhecida como Cell-in-a-Box, é um processo chave na comercialização da célula Melligen para um tratamento revolucionário.

“Este é o ápice de muitos anos de trabalho pelo nosso grupo e estamos ansiosos para trabalhar com o Consóricio de Diabetes da PharmaCyte para utilizar a tecnologia de Células-numa-caixa (Cell-in-a-Box) de encapsular as células para testes pré-clínicos destinados a curar a diabetes”, diz Simpson.

“Prevemos que a tecnologia de encapsulamento irá proteger as células Melligen da resposta imune do corpo que normalmente destrói os tecidos estranhos, permitindo que as células Melligen sejam transplantadas em seres humanos”.

O CEO da PharmaCyte, Kenneth L Waggoner, disse: “Estamos todos da PharmaCyte nos considerando muito felizes em ter obtido a licença mundial exclusiva para usar as células Melligen para desenvolver este tratamento para a diabetes”.

“Se formos bem sucedidos neste esforço, isto irá levar a bom termo os muitos anos de pesquisa que têm sido realizados pela Professora Simpson e seus colegas da UTS no desenvolvimento dessas células notáveis. É importante ressaltar que estamos muito satisfeitos que a Professora Simpson estará ajudando PharmaCyte neste esforço como um membro de nosso Consórcio Internacional de Diabetes.

“Para as milhões de pessoas no mundo que sofrem de uma doença de proporções epidêmicas, o nosso tratamento poderia aliviar-lhes das necessidades diárias onerosas para a administração de insulina e restrições dietéticas e oferecer-lhes uma vida livre das complicações muito graves e até mesmo fatais associadas com o diabetes”.

Com a Organização Mundial de Saúde atribuindo mais de 1,5 milhões de mortes ao diabetes em 2012 e mais de 422 milhões de adultos que sofrem da doença em 2014, o desenvolvimento tem o potencial de afetar milhões de vidas.

A linha celular já tem proteção de patente a partir do equivalente europeu ao US Patent and Trademark Office e a patente foi validada na França, Suíça, Grã-Bretanha, Irlanda, Alemanha, Espanha, Dinamarca, Itália e Países Baixos.

 

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