Nova terapia com células brancas oferece esperança para quem tem diabetes tipo 1

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Nesta segunda feira a emissora de TV dos EUA, CBS2, apresentou uma ótima notícia para as pessoas que sofrem de diabetes tipo 1.

Cientistas estão perto de encontrar um processo para, se não curar, reduzir bastante os transtornos com a doença.

Dr. Max Gomez da CBS2 estava em uma conferência no Vaticano, onde o avanço foi revelado.

A diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune em que o sistema imunológico do corpo ataca as células produtoras de insulina no pâncreas chamadas células beta.

Se você substituir as células beta, o sistema imunológico irá atacá-las também.

Agora, os pesquisadores aprenderam como reprogramar certas partes deste sistema imunológico.

“Eu estava perdendo muito peso”, lembra Spencer Frank.

Frank tinha 23 anos e estava excursionando no sudeste da Ásia, quando sentiu-se muito cansado. Seu nível de açúcar no sangue estava quase o triplo do normal.

Quando ele voltou para a escola, ele ofereceu-se como cobaia em um estudo clínico na Universidade da Califórnia em São Francisco.

“Cerca de metade dos indivíduos deste estudo conseguem viver bem, na verdade, a função de suas células beta parece estável durante esse período de dois anos”, disse o Dr. Steve Gitelman.

A estabilização do açúcar no sangue de Spencer veio do isolamento de um tipo de glóbulos brancos chamado T-regs que são defeituosos em pessoas com diabetes tipo 1. Estes T-regs podem ser multiplicados em um laboratório e colocado de volta no paciente diabético.

“Eles trabalham melhor. Já corrigimos alguns dos defeitos que identificamos no começo com esses pacientes. As células que saem do lado oposto são melhores do que as células que colhemos do braço da pessoa”, explicou o Dr. Jeff Bluestone.

Parece que o processo pode reiniciar o delicado equilíbrio do sistema imunológico para prevenir a auto-imunidade.

Uma abordagem diferente para re-equilibrar o sistema imunológico parece ter ajudado ao jovem Ivan Chudnovskiy, diabético do tipo 1.

“Parecia que tudo estava queimando, é como tivessem batendo nos meus pés e pernas com algum tipo de martelo”, disse ele.

Terapias convencionais não ajudaram Ivan, por isso sua mãe o levou à China para uma reinicialização do sistema imunológico não convencional.

Está sendo feito pelo seu inventor, o Dr. Yong Zhao no Hospital Universitário Hackensack. O procedimento utiliza células estaminais do cordão umbilical.

“As células-tronco podem liberar o sinal para os próprios pacientes educarem suas células do sistema imunológico, assim como um professor ensina aos alunos”, disse o Dr. Zhao.

Ambas as abordagens parecem redefinir o sistema imunológico para o que é chamado de tolerância, ou seja, interromper o ataque às células beta. Os estudos clínicos estão em andamento para provar que as técnicas realmente funcionam.

O próximo passo será substituir as células beta, o que também já está sendo trabalhado.

 

http://newyork.cbslocal.com/


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