Larry Holmes X Diabetes: A batalha de sua vida

Larry Holmes diante dele mesmo
Larry Holmes atual diante dele mesmo no passado

Um telefonema do consultório médico mudou tudo.

Larry Holmes havia construído um legado no boxe e um império de negócios, mas naquele dia, há três anos, sua vida estava em perigo.

Diane Holmes podia sentir isso pela urgência na voz do outro lado da linha, pedindo a ela para internar seu marido num hospital imediatamente.

Holmes, de 66 anos, foi diagnosticado com diabetes tipo II em março de 2013. Seu açúcar no sangue estava em um nível astronômico – razão pela qual ele se encontrava letárgico e tonto na ocasião.

“Seu açúcar no sangue estava muito alto”, lembrou sua esposa Diane. “Pelo fato dele ter sido um atleta e estar em boa forma, me foi dito que isto o salvou. Porque a maioria das pessoas teria morrido”.

Holmes, um dos grandes pesos pesados e campeão do mundo em 1978-1985, foi homenageado com uma estátua dedicada a ele em dezembro no Scott Park, Easton, sua cidade natal em 13 de dezembro de 2015.

Agora, um novo documentário não narra a sua carreira como herói esportivo, mas descreve sua batalha contra a diabetes e o papel de sua família na busca de informação sobre esta condição que faz o organismo não produzir o suficiente do hormônio insulina.

A diabetes é a sétima principal causa de morte nos Estados Unidos, sendo que a do tipo 2 é a mais comum. Cerca de 27 milhões de americanos sofrem de diabetes tipo 2, e muitos outros têm os sintomas tão leves que podem nem sequer notado que têm a condição.

A pré-estréia do filme de 30 minutos, “Efeito Açúcar: A maior luta de Larry Holmes”, será realizada segunda-feira à noite no Centro ArtsQuest em SteelStacks. Vai ao ar às 18:30 de domingo, no dia 1º de maio, no Canal 69 WFMZ-TV.

O filme é um projeto colaborativo da vencedora do Emmy, ASR Media Productions e da Rede de Saúde da Universidade de São Lucas.

A presidente da ASR, Ashley Russo, disse que o documentário foi filmado durante nove meses com o objetivo de usar a fama de Holmes e sua longa relação com o hospital de St. Luke para divulgar o que para muitos poderá ser uma mensagem que irá salvar suas vidas.

O filme acompanha Larry e Diane às consultas e sessões com nutricionistas, endocrinologistas e um personal trainer, ambos aprendendo a compreender a diabetes e como gerenciá-la.

“Foi uma experiência incrível esta produção”, disse Russo, que é co-produtora executiva junto com Kenneth Szydlow, vice-presidente de marketing da St. Luke. “Eu espero que o público comece a aprender e entender o que significa viver com diabetes tipo II. Você verá como isso acontece”.

Inclui entrevistas com familiares, amigos, com locutor Mike Mittman e rivais do cinturão de pesos pesados, tais como Earnie Shavers, Gerry Cooney e Mike Tyson.

Holmes chegou a injetar insulina quatro vezes por dia no ano após o diagnóstico e, hoje, ele diz que consegue controlar o seus diabetes com medicação oral e um estilo de vida mais saudável.

“Eu não sei o bastante sobre diabetes e açúcar no sangue”, disse ele. “Não fez parte do meu vocabulário, mesmo que tenha existido casos em minha família”.

Holmes disse que concordou com o projeto para divulgar a informação e mostrar gratidão ao St. Luke que o ajudou com esta condição.

“Quando as pessoas salvam você, ajudam a você e você as escuta, a vida que você salva pode ser a sua própria”, disse Holmes, de Palmer Township.

“Eu estava fazendo o que eu queria fazer, comer demais, beber demais e não fazendo atividade alguma. Eu estava tirando isso como certo. E então a diabetes me bateu. Eu não quero morrer. Eu quero viver um longo tempo. E se eu quero viver, eu tenho que aprender como fazer”.

Larry Holmes em sua luta mais marcante, contra Cassius Clay, posteriormente conhecido como Muhamad Ali
Larry Holmes em sua luta mais marcante, contra Cassius Clay, posteriormente conhecido como Muhammad Ali

Entrevistas reveladoras com membros da família de Holmes ilustraram a gravidade da situação dias após a internação do ex-lutador.

O filho de Holmes, Larry Holmes Jr., relatou o telefonema que recebeu de sua mãe em relação à admissão de seu pai no Hospital St. Luke em um coma diabético.

“Eu pensei: ‘É isso? É assim que meu pai vai morrer?'”, Diz Holmes Jr..

O Holmes mais velho disse que não se sentia bem já fazia algum tempo, mas precisava ser persuadido para ir ao médico.

“Eu sabia que algo não estava certo”, diz Diane Homes no filme. “Ele estava deitado em total letargia, e isso não é Larry”.

Holmes tem agora a sua diabetes sob controle e, seguindo as recomendações dadas pelos profissionais de saúde do St. Luke, alterou seu estilo de vida para ajudar no gerenciamento.

“Isto me motivou a levantar cedo pela manhã e fazer exercício físico”, disse ele. “Eles me mostraram algumas maneiras diferentes de como fazer as coisas. Eu fui capaz de fazer tudo isso e superá-lo. Eu parei de beber muito e comecei a comer os alimentos certos na maior parte do tempo”.

Diane Holmes disse que a família espera que o documentário incentive outras pessoas a eliminar a resistência de irem às consultas médicas e realizarem exames regulares.

“A mensagem que esperamos passar é para que as pessoas se consultem e façam exames”, disse ela. “Se você tem uma dor ou algo assim, deve verificar. A gente nunca sabe. Quando você sente que algo em você está errado, precisa dar uma olhada”.

 

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