Guia prático para pais de crianças com diabetes

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Na diabetes tipo 1, o pâncreas deixa de produzir a insulina que o corpo necessita, levando, consequentemente, à subida dos níveis de açúcar no sangue. Esta doença crônica é também a que é detectada mais cedo. Mas não é preciso entrar em pânico.

O importante é não perder de vista a objetividade, ir ao médico e, se possível, não ter medo de pedir ajuda. Em época de celebração do 20º aniversário da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal, que conta com Paula Klose como a nova presidente, o delas.pt foi ouvir alguns conselhos úteis para ajudar pais e filhos a enfrentar esta realidade.

Para tal, contamos com a ajuda da nova responsável da associação, também ela confrontada com um diagnóstico da diabetes tipo 1 aos 13 anos. Hoje, é casada, mãe de dois filhos, nenhum deles diabético, e quer fazer da sua presidência uma ampla e longa sessão de esclarecimento sobre as diferenças entre os vários tipos da doença que atinge, estima-se, 13,1% da da população portuguesa, sendo que cerca de metade pode não estar ainda diagnosticada.

De acordo com os dados do relatório ‘Diabetes: Fatos e Números’ de 2014, a Diabetes tipo 1 afetava mais de 3360 pessoas até os 19 anos, evidenciando uma ligeira tendência de crescimento desde 2008. Em 2014 foram detetados cerca de 18 novos casos por cada 100 mil jovens com idades entre 0-14 anos. Seguem as orientações:

1. Alimentação: Tem de ser saudável, com todos os ingredientes que isso implica. Hão de haver dias em que será permitido cometer excessos [atenção às festas de aniversário], mas será preciso ajustar a insulina para os níveis necessários.

2. Desportos mais exigentes: A prática de modalidades que requerem mais energia exige açúcares mais lentos. Portanto, é preciso ter sempre à mão algumas barras de cereais, um suco sem gás ou um chocolate. Tudo depende do tipo de exercício.

3. Lanches: A criança não deve sair de casa sem a certeza de que leva consigo, além do lanche, uns pacotinhos de açúcar ou umas bolachas Maria. Tudo isto, junto com o glicosímetro e a insulina. Se esquecer um destes itens, então é preciso voltar a casa.

4. Crianças independentes na escola: Ter a certeza de que conseguem assegurar o tratamento. É importante estar atento a possíveis comportamentos de marginalização por parte de outras crianças, procurando o esclarecimento.

5. Crianças sem autonomia na escola: Os pais devem sempre disponibilizar a informação médica a um auxiliar de forma a garantir a vigilância durante o horário escolar. Para poder dar insulina é preciso estar formado, ou seja, perceber os números e as dosagens a aplicar.

6. Desporto com crianças sem autonomia: Normalmente os treinadores têm já conhecimento e formação nesta matéria. Ajuda a criança a fazer os testes e vê logo se está tudo bem ou se é preciso tomar alguma medida.

7. Desporto com crianças independentes: Os treinadores não têm tanta necessidade de controlar os praticantes, mas deve saber ler os sinais de alerta como por exemplo as hipoglicemias ou apresentar o corpo torcido ou braços caídos.

8. Adolescência: Nem todo o mal que vem ao mundo é da diabetes, por isso é importante perceber que, nesta fase da vida, há muitas alterações hormonais. É importante encontrar alternativas para ajudar a desmistificar a doença.

9. Álcool e primeiras experiências: Tudo depende da comunicação. Não vale a pena proibir, mas é muito importante explicar que substâncias como o álcool retiram capacidades para ler os alertas emitidos pelo corpo e isso pode constituir um risco. É importante informar para acautelar.

10. Remédios caseiros: Sujeitar as crianças a este tipo de tratamentos alternativos, não vão levar a lugar algum. A ordem é ir ao médico e começar a fazer o tratamento com insulina.

 

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