O dia em que fui diagnosticado com diabetes tipo 1 mudou minha vida para sempre

O dia em que eu fui diagnosticado com diabetes, foi o dia que mudou minha vida para sempre.
O dia em que eu fui diagnosticado com diabetes, foi o dia que mudou minha vida para sempre.

Eu estava com 12 anos na época, próximo de fazer meu décimo terceiro aniversário. Era férias de fim de ano, e alguns dias tinham se passado quando eu comecei a sentir-me muito fraca, letárgica, com muita sede, e perdendo muitos quilos. Tudo que eu queria fazer era dormir, ainda mais do que o normal. Procurei minha mãe e disse-lhe o quanto doente eu estava me sentindo. Ela não acreditou muito no início. Talvez eu só estivesse com um resfriado comum, nada preocupante. Mais alguns dias depois, finalmente, ela percebeu que meus sintomas haviam piorado. Minha aparência estava horrível, tal qual me sentia no momento. Meu rosto estava tão pálido quanto ao de um fantasma.

Minha mãe me levou para o hospital mais próximo de casa. O médico realizou vários exames gastando a maior parte do dia. Nesta hora eu só queria me sentir melhor, ainda não sabendo que meu mundo estava prestes a mudar para sempre. O médico, então, entrou e nos deu um diagnóstico preliminar, dizendo que os testes estão levando para “diabetes”. “Diabetes! ” “O que é isso? ” Como a maioria das pessoas, especialmente na minha idade, eu não estava ciente do que diabetes era. Eu não tinha ideia do que estava acontecendo. Eu, então, tive de ser transportado ao All Children’s Hospital para posterior avaliação e tratamento para o açúcar no sangue acima de 900!

Durante o transporte, o médico começou a me tratar ficando freneticamente surpreso pelo fato de eu não estar em um coma diabético por hiperglicemia. É chocante que eu ainda fosse capaz de “funcionar”. Lembro-me de pensar em todos os alimentos que eu comi dias antes – cheesecake foi um deles – sem saber que meu pâncreas já havia falhado. Eu estava todo picado em busca de local para injeção. Eles não conseguiram encontrar uma veia (é claro), e, eventualmente, tive que usar minha mão. Durante tudo isso, eu fiquei cansada e confusa. Lembro-me apenas de ter sentido o desejo de dormir, não querendo sequer abrir os olhos. Não há realmente uma palavra para descrever esse sentimento – o sentimento de ter todo o meu corpo fora de sintonia.

Tudo começou a cair na real, à medida que recebemos o diagnóstico oficial dos médicos do hospital infantil. Lembro-me de que minha mãe estava em estado de choque e tentando, com muito esforço, segurar as emoções por minha causa. Eu pensei – “bem, talvez esteja tudo bem. Quão terrível pode ser realmente”?

Não me lembro de sentir qualquer emoção no momento da notícia. Eu acho que foi realmente difícil entender o que estava acontecendo, uma vez que todo o processo ainda não havia começado. A única coisa que me surpreendeu foi a reação que os membros da minha família tiveram ao saber de meu diagnóstico. Minha mãe chorava – meu pai em total descrença – e toda a minha família mostrando algum tipo de apoio.

Porém rapidamente comecei a abrir os olhos logo ao receber a primeira injeção que me foi dada pelos enfermeiros. Foi-me dito que eu iria ter que aplicar aquelas injeções várias vezes ao dia. Eu não tinha ideia de como iria fazer isso. Até então, eu não podia sequer olhar para uma agulha sem me contorcer. Lembro-me de perguntar a minha mãe: “- quanto tempo terei que fazer isso”?  A resposta que recebi foi “- para o resto da sua vida”. Essas são palavras difíceis de engolir e e que permanecem vividamente em sua mente para sempre.

Assisti a muitos vídeos no hospital que deram uma rápida orientação sobre o tratamento do tipo um da diabetes. Como  acontece e como controlá-lo. “Mas por quê “?, eu ficava perguntando. “Por que eu”? Essa pergunta nunca foi respondida. Eu não acho que alguém poderia me dar a resposta que eu estava procurando. Saindo do hospital, saí como uma pessoa totalmente nova. Com insulina, seringas, medidor de açúcar no sangue e lanches na mão. Saí como esta pessoa que eu nem sabia que seria. Eu não sabia da gravidade da condição que eu estava agora diagnosticada. O dia em que fui diagnosticada com diabetes do tipo um me mudou para sempre.

Mal sabia eu que essa viagem tinha apenas começado …

Brittany Gilleland é diabética do tipo um, blogueira, esposa e mãe. Siga o blog de ​​Brittany pelo The Diabetic Journey

 

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