Pesquisa revela que pessoas com diabetes tipo 1 vivem 12 anos a menos que a população em geral

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A diabetes tipo 1 diminui em 12 anos a expectativa de vida de uma pessoa, de acordo com novo estudo.

O número chocante para esta condição, em que 78.000 crianças em todo o mundo são diagnosticados a cada ano, não melhorou desde a década de 1990.

Os pesquisadores examinaram a expectativa de vida de pacientes com diabetes tipo 1 na Austrália entre os anos de 1997 a 2010.

Embora a expectativa de vida tenha melhorado marginalmente ao longo do período, ela aumentou não mais do que a esperança de vida para o resto da população, o que significa que a diferença permaneceu a mesma.

A equipe, do Instituto de Diabetes, em Melbourne, descobriu que as pessoas com diabetes tipo 1 tinham uma expectativa de vida de 68,6 anos, o que era 12,2 anos a menos do que a população em geral.

Diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune e irreversível que que costuma ser diagnosticada na infância, que faz parar a produção de insulina pelo corpo.

A sua causa é desconhecida, mas acredita-se ser genética. Ao contrário da diabetes tipo dois, a do tipo um não tem nada a ver com o estilo de vida.

Os autores, que publicaram o estudo na revista Diabetologia, disseram: “O início precoce da diabetes tende a ser um preditor de mortalidade prematura”.

“As mortes por doenças circulatórias, endócrinas e doenças metabólicas são as que mais contribuíram para a mortalidade precoce em pessoas com diabetes tipo 1”.

“Para melhorar a expectativa de vida, uma maior atenção deve ser dada tanto às complicações metabólicas quanto às complicações cardiovasculares crônicas provenientes do diabetes tipo um”.

“A incapacidade de enfrentar qualquer um dos dois problemas vai continuar a deixar os pacientes diabéticos do tipo 1 em risco de mortalidade prematura”.

Eles acrescentaram: “Como este é um estudo baseado em uma amostra dos registros de âmbito nacional contemporâneo de pessoas com diabetes tipo um, os resultados são susceptíveis de serem aplicáveis a outros países ocidentais semelhantes”.

Em um artigo de comentário relacionado, o Dr. Lars Stene, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, disse: “Parece que a diferença na expectativa de vida se manteve praticamente inalterada desde a virada do milênio”.

“Houve um aumento considerável na expectativa de vida da população em geral da Suécia, Austrália e outros países, em parte devido a uma redução na mortalidade cardiovascular”.

“Gestão de risco cardiovascular é uma parte integrante dos cuidados da diabetes, e é provável que os pacientes com diabetes tipo 1 tenham desfrutado de alguns dos desenvolvimentos benéficos que não envolvem apenas o controle de açúcar no sangue”.

Karen Addington, chefe executivo para a diabetes tipo 1 da entidade britânica JDRF, disse: “A expectativa de vida para as pessoas com o tipo 1 da diabetes tem melhorado nos últimos anos, graças às pesquisas médicas de novos tratamentos como a produção de novas insulinas, bombas e monitores contínuos de glicose”.

“Mas o impacto destes novos elementos não serão vistos em números de expectativa de vida por alguns anos ainda”.

“No entanto, estes números mostram que o fosso entre as pessoas com diabetes do tipo 1 e o resto da população em geral não está se fechando tão rapidamente como nós, e todos com diabetes do tipo 1 desejamos”.

 

http://www.dailymail.co.uk/


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