Tecnologia de informação pode aumentar custo do plano de saúde para quem tem diabetes

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Uma empresa de consultoria criou uma tecnologia que poderá fazer previsões mais certeiras de quando você vai morrer. Para quê? A informação interessa a seguradoras, que podem calcular com mais precisão os custos de seus pacotes para seguro de saúde e de vida, considerando os dados gerados pelo PulseModel. Segundo a empresa criadora, a vantagem para os negócios é a possibilidade de medir e gerenciar riscos, além de identificar pontos de vulnerabilidade. Para os clientes, a vantagem estaria na obtenção de preços justos e adaptados às suas condições de saúde.

O PulseModel foi criado pelo grupo de consultoria internacional Willis Towers Watson, que fornece seus serviços a diversas multinacionais. A tecnologia serve a um propósito, que já mencionamos: oferecer condições mais precisas à fornecedoras de seguros para determinar planos e preços que correspondam à realidade do cliente. Para o grupo, os modelos atuais para fazer isso são genéricos e imprecisos.

Isso porque geralmente, quando alguém quer fazer um plano de saúde, precisa preencher questionários simples sobre suas condições de saúde, estilo de vida, como por exemplo, se faz exercícios físicos, fuma ou costuma ingerir bebidas alcoólicas. Mas o PulseModel iria além disso, incluindo análises e previsões profundas, como em caso de o sujeito possuir diabetes tipo 2, por exemplo, considerando o que isso poderia significar na vida dessa pessoa.

Segundo reportagem do Business Insider, a WillisTowers Watson afirmou em declaração por e-mail que o PulseModel é o primeiro modelo de estudo de mortalidade largamente disponível para uso e que usa ciência médica para fazer as previsões. “Há algum tempo nos preocupávamos com o fato de que os modelos de mortalidade usados comumente não incorporam adequadamente informações médicas – como se as pessoas estão saudáveis ou possuem algum histórico de doença – que são bem diferentes de informações de estilo de vida, como se a pessoa fuma ou outros dados médicos básicos”, afirma Matthew Edwards, chefe de Mortalidade e Longevidade no setor de seguros da empresa. A questão aqui é, portanto, levar em consideração padrões de mortalidade.

A Willis Towers Watson exemplificou seu método usando a escala de epidemia de diabetes no Reino Unido. A empresa explica que 16% de um grupo selecionado, nesse caso, homens saudáveis na casa de 50 anos de idade, desenvolverão diabetes tipo 2 nos próximos 20 anos. Essa previsão cresce para 23% se esses homens são obesos e fumam. de acordo com o modelo, é esperado que homens relativamente saudáveis que têm diabetes, nessa faixa etária entre 50 e 70 anos, vivam seis anos a menos do que os que não têm diabetes. Se somado à essa doença estão o hábito de fumar e a obesidade, é esperado que eles vivam ainda quatro anos a menos (sendo 10 no total, em relação ao grupo saudável).

Assim, homens saudáveis não pagariam pelo risco que homens com diabetes, fumantes e obesos pagariam ao fazer um plano de saúde ou de vida, segundo Matthew Edwards. Ele destaca que a avaliação mais precisa da longevidade e das previsões de mortalidade garante que as empresas de seguros não cobrem a mais para compensar riscos considerados de forma generalizada.

 

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