Como fazer alguém que você gosta comer saudavelmente

Ajudando a saúde dos outros. Lidere pelo exemplo.
Ajudando a saúde dos outros. Lidere pelo exemplo.

Então aqui está o problema: – o seu amigo / parceiro / parente está ganhando muito peso, lhe deixando preocupado com a sua saúde e você assiste, com consternação, eles pedirem mais um pedaço de pão de banana e, de quebra, botar duas colheres de chá de açúcar em seu café com leite. Calculando mentalmente em calorias – cerca de 3.800 – você gostaria de arrebatar a comida de sua mão. Mas não fará isso – e se você for esperto também não irá dizer – ‘você deveria realmente estar comendo isso?’

“Ser polícia de alimentos não funciona porque isto não faz as pessoas se sentirem bem sobre si mesmas – e as pessoas são mais propensas a cuidar de si próprias pela ingestão de alimentos saudáveis ​​quando vierem a se sentir bem”, explica a nutricionista Adelaide Tania Ferraretto.

‘ Você deve comer isso?’ é o que as pessoas que estão tentando perder peso, muitas vezes ouvem de seus parceiros, amigos ou familiares e que por vezes as levam a comer secretamente. Mas elas são mais propensas a ter sucesso em comer melhor se elas sentirem que são aceitas e apoiadas, não importando o tamanho que têm”, acrescenta Ferraretto cuja prática é especializada em distúrbios de peso e alimentação.

Seja o melhor modelo que puder – mas sem ser enfadonho. Liderar pelo exemplo é mais poderoso do que dizer às pessoas como comer – você pode inspirar outros ao cozinhar e comer alimentos mais frescos e compartilhá-los com eles, diz Ferraretto. Mesmo que todos em torno de você queiram comer bacon e linguiça frita no café da manhã e você deseja um pãozinho com massa azeda e abacate ou frutas e iogurte – apenas coma aquilo que você prefere, sem fazer um grande alarde por isso, acrescenta Clare Collins, professor em Nutrição e Dietética da Universidade de Newcastle. “Com o tempo as pessoas observam o que você come e percebem ‘ela come essas coisas e ela é saudável+”.

Cozinhe refeições juntos. “Algo mágico parece fluir ao se cozinhar juntos”, diz Collins. “Quando as pessoas cozinham a partir do zero – em oposição à abertura de um pacote ou a uma comida já semi-preparada por outra pessoa – parece haver um entendimento de que você precisa colocar no prato alguns vegetais. É também uma forma de mostrar a alguém como montar uma refeição saudável sem dizer o que se deve comer dando a oportunidade de se falar algo positivo como “‘Eu estou feliz que você tenha gostado’, ou ‘obrigado por me ajudar com o cozimento'”.

Não mencione comida “saudável”. Chamar uma comida de “saudável” é uma maneira rápida de tirar todo o interesse de alguém, diz Ferraretto. Para algumas pessoas “saudável” ainda significa um talo de aipo e um pouco de queijo cottage – não um stir fry saboroso ou tagine de vegetais. “Os alimentos devem ser apenas alimentos – não coloque um rótulo nele – e se você está cozinhando com alguém trate isto como se fosse uma coisa criativa, divertida de fazer, e não algo que é bom para eles”, diz ela.

Seja o campeão da família – não o sabotador. Se uma pessoa está tentando mudar sua alimentação, ajudaria se toda a família “viesse a reboque”. Quando Clare Collins, junto com o estudante PhD Tracy Schumacher e sua equipe trabalhou em Ame sua Comida, Ame seu Coração, Ame sua Família, um programa de pesquisas para ajudar as famílias com histórico de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral a melhorar os seus fatores de risco alterando a sua alimentação, eles descobriram que a maioria das famílias tinha um “sabotador ‘- alguém que teimosamente resistia a qualquer mudança de hábitos alimentares da família. Mas também existia um “campeão” – aquele que compreendeu a importância de uma alimentação mais saudável e fez todo o possível para ajudar.

Não entre em pânico se alguém tiver uma recaída e comer junk food novamente. “Todo esforço que você faz para melhorar a sua alimentação é como colocar dinheiro no banco – mesmo se você tiver uma noite de folga uma vez por semana ou passar por momentos em que é difícil fazer uma alimentação saudável”, diz Collins. “Estamos aprendendo muito a partir de estudos de prevenção à diabetes e a boa notícia é que o esforço em se comer mais cereais integrais, legumes e frutas, especialmente, reduz o risco de diabetes tipo 2. Mesmo que você passe por uma fase difícil e retorne para velhos hábitos alimentares, ao longo de um período de 10 a 13 anos, há até 40 por cento menor risco de desenvolver diabetes, apesar desses lapsos periódicas. Então, se você é um  pessoa tentando ajudar alguém a mudar sua alimentação, pode ter certeza que já está fazendo um grande diferença, mesmo se você não estiver no controle total”.
http://www.smh.com.au/


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