Poderia uma droga antiga para pressão arterial reverter o diabetes?

verapamil

Um velho medicamento usado para tratar a pressão arterial elevada pode em breve ter uma nova utilização no combate ao diabetes. Pesquisadores em UAB Birmingham estão esperando que a medicação para alta pressão arterial de nome Verapamil funcione tão bem em seres humanos, como o fez em camundongos, revertendo completamente seus quadros de diabetes.

Ryan Teague, 26, sabe o quão importante é estar atento ao seu diabetes. Ele é enfermeiro e convive com a doença desde que foi diagnosticado com o tipo 1 da diabetes quando tinha apenas 11 meses de idade. Além de visitas regulares a um especialista no Centro de Diabetes em Ocean Springs, Teague tem a sua própria rotina diária.

“Meu dia consiste em acordar de manhã e começar a verificar o meu açúcar no sangue, e agir conforme os resultados ao longo do dia”, disse Teague.

Mas esse cuidado constante pode se tornar uma coisa do passado se um novo estudo mostrar êxito.

O enfermeiro sênior e especialista em diabetes KC Arnold cuida de Teague e de outros pacientes com diabetes. Ele está acompanhando o estudo de perto.

“Este estudo é esperançoso. Ele tem utilizado ratos e agora os testes em humanos estão em curso, por isso só nos resta esperar pelo resultado”, disse Arnold.

De acordo com Arnold, o estudo clínico promissor na UAB está agora na fase dois.

“Este estudo vai provar ou refutar a tese de que se tomar esta medicação vai se produzir mais insulina”.

As chaves para a abordagem inovadora são as células beta, que os pesquisadores dizem ser críticas no tipo um e tipo dois da diabetes. Em estudos com animais, Verapamil reduziu os níveis de uma proteína chamada TXNIP nessas células beta.

“Quando o açúcar no sangue sobe, esta proteína também aumenta”, explicou Arnold. “O que Verapamil faz é reduzir o TXNIP no corpo do pâncreas, e esta redução das proteínas evita que as células pancreáticas sejam destruídas”.

Se os resultados do estudo UAB com o Verapamil forem favoráveis, Arnold disse que em seguida deverá ter um estudo ainda maior. E pacientes como Teague e inúmeros outros poderiam um dia estarem livres da diabetes.

Teague disse que é difícil imaginar a vida sem diabetes, mas ele está ficando encorajado pelo estudo.

“É emocionante. Estou ansioso por isso. Eu ficarei acompanhando a pesquisa”.

Os resultados deste estudo deverão estar completos em pouco mais de um ano a partir de hoje. Se você quiser saber mais detalhes sobre esta tentativa e outras, visite o link https://clinicaltrials.gov/

A diabetes é, atualmente, a sétima principal causa de morte nos EUA e afeta mais de 12 por cento dos norte-americanos.

 

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