Prevenção do diabetes torna-se lucrativa indústria em crescimento nos EUA

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Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças nos EUA, relatam que 86 milhões de adultos americanos têm pré-diabetes, e que pelo menos um terço deles vai se tornar diabético nos próximos cinco anos.

Desde primeiro de janeiro de 2015, praticamente todas as seguradoras privadas passaram a custear os serviços – sem co-pagamento – que ajudam as pessoas com níveis elevados de açúcar no sangue a mudar suas dietas e aumentar a atividade física.

As autoridades de saúde esperam que a mudança na cobertura venha a reduzir as taxas de diabetes.

Ao mesmo tempo, não se engane: Empreendedores “sintam os ventos de negócios soprando”, disse o Diretor Comercial do Omada, Mike Payne.

Omada desenvolveu um programa on-line para pessoas com pré-diabetes passarem a comer melhor, perder peso e se tornar mais ativo. Omada é um dos cerca de 700 grupos que estão certificados e que oferecem aconselhamento comportamental intensivo. Isso inclui trabalhar como um especialista em saúde, seja para os Vigilantes do Peso ou mesmo para a ACM.

Payne estima neste ano um faturamento para esta indústria de US $ 150 bilhões, o que poderia mais do que triplicar até 2017.

“Eu acho que o que você está vendo são organizações como Omada e ACM, que estão crescendo em escala e em sofisticação operacional e que disponibilizam programas como este para dezenas de milhares, centenas de milhares, milhões de pessoas”, disse ele.

Ann Albright, do Centro de Controle de Doenças, tem esperanças que tornando estes serviços essencialmente grátis, reduza o número de diabéticos.

De acordo com a American Diabetes Association, um de cada cinco dólares de saúde é gasto para tratar a condição.

“Estamos nesta trajetória ridícula de se mover de pré-diabetes para o diabetes”, disse ela. “Honestamente, não podemos sustentar este tipo de crescimento”.

O potencial de poupança ao se prevenir casos de diabetes tipo 2 poderiam ser surpreendentes, porém Matt Longjohn, da ACM, disse que apenas 10 por cento das pessoas com pré-diabetes sabem que estão em risco.

“Qual a percentagem dessas pessoas que estão realmente motivadas para fazer mudanças de comportamento, enquanto eles se sentem felizes vivendo suas vidas agora?”, disse.

Longjohn reconhece que no papel, o mercado para estes serviços é enorme. Mas ele se pergunta quantos de nós estão realmente dispostos a fazer as mudanças necessárias.

 

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