Uso de liraglutide à longo prazo pode elevar os níveis de açúcar no sangue

victoza

Liraglutide é um medicamento usado para reduzir os níveis de açúcar no sangue para as pessoas com diabetes tipo 2. No entanto, um novo estudo sugere que seu uso a longo prazo pode fazer exatamente o oposto.

Publicado na revista Cell Metabolism, o estudo revela que ao longo do tempo, liraglutide (Victoza) pode esgotar as células beta produtoras de insulina de uma forma que leva a um aumento nos níveis de açúcar no sangue.

As descobertas podem ter implicações importantes para pacientes com diabetes tipo 2, para quem liraglutide pode ser recomendado se outros medicamentos falharem.

Aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) para o tratamento de diabetes tipo 2 em 2010, liraglutide é uma injeção aplicada uma vez por dia, que deve ser usada juntamente com dieta e exercícios para ajudar a baixar os níveis de açúcar no sangue.

Liraglutide pertence a uma classe de drogas conhecidas como miméticos de incretina. Ele simula os efeitos de uma incretina humana chamada de glucagon-like peptide-1 (GLP-1), que é um hormônio existente nas células beta do pâncreas que faz aumentar a secreção de insulina .

De acordo com os pesquisadores deste estudo mais recente – incluindo Per-Olof Berggren, PhD, do Departamento de Medicina Molecular e Cirurgia no Karolinska Institutet, na Suécia – há fortes evidências de que a liraglutide é eficaz para a diabetes tipo 2, com estudos mostrando que leva a uma redução inicial de açúcar no sangue.

No entanto, o professor Berggren e seus colegas observam que poucos estudos investigaram os efeitos de longo prazo da terapia incretina.

Liraglutide reduziu a secreção de insulina em ratos cobaias ao longo do tempo

Para preencher esta lacuna, a equipe analisou ​​os efeitos da liraglutide em ratos que tinham sido transplantados com células beta produtoras de insulina humana.

Durante 250 dias, os ratos receberam uma dose diária de liraglutide, e a equipe monitorou como a droga afetava as células beta transplantadas.

Como encontrado em uma pesquisa anterior, a equipe identificou uma melhora inicial nas células beta produtoras de insulina. Ao longo do tempo, no entanto, a droga pareceu esgotar as células beta que conduziu a uma redução na secreção de insulina, o que poderia causar um aumento do açúcar no sangue.

Os pesquisadores dizem que o estudo fez uma “importante descoberta”, e eles acreditam que os resultados são de valor significativo para os médicos, pacientes e indústria farmacêutica.

Prof. Berggren disse: “Nós […] precisamos tomar estes resultados em consideração antes de prescrevermos análogos de GLP-1 para reduzir o açúcar no sangue ao planejar esquemas de tratamento de longo prazo para os pacientes”.

“O nosso estudo mostra também, de uma forma geral, como realizar estudos sob efeitos a longo prazo de drogas nas células produtoras de insulina humana, o que deve ser extremamente importante para a indústria farmacêutica”.

 

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