Anvisa aprova produto biológico novo para tratamento de diabetes tipo 2

Tanzeum® é o nome comercial da albiglutida nos EUA.

A Anvisa deferiu o pedido de registro do produto biológico novo Eperzan® (albiglutida). A decisão foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (23/11). A albiglutida pertence a um grupo de medicamentos chamados de agonistas do receptor GLP-1, que são utilizados para diminuir os níveis de açúcar (glicose) no sangue em pacientes adultos com diabetes tipo 2.

O produto foi aprovado para o tratamento da doença quando a dieta e exercícios sozinhos não proporcionam controle glicêmico adequado em pacientes para os quais o uso de metformina é considerado inapropriado devido a contraindicações ou intolerância. Também possui indicação para terapia combinada com outros medicamentos hipoglicemiantes, inclusive insulina basal, quando estes, em conjunto com dieta e exercícios, não proporcionam controle glicêmico adequado.

Albiglutide, um péptido agonista do receptor-1 do tipo glucagon (GLP-1), é um produto biológico para o tratamento da diabetes tipo 2, administrada uma vez por semana utilizando uma caneta injetora , fornecido com uma agulha de calibre fino com paredes de 5 mm. Glucagon-like peptide-1 é um importante hormônio incretina que ajuda a reduzir os níveis de glicose no sangue, mas, em pessoas com diabetes tipo 2, sua produção é muitas vezes reduzida ou ausente.

A nova droga foi lançada nos EUA no terceiro trimestre de 2014 com o nome comercial de Tanzeum®. Na Europa foi licenciada pela Agência Europeia de Medicamentos, em março de 2014, sob a marca Eperzan ®, para uso em pacientes adultos com diabetes tipo 2. O preço praticado no EUA é em torno de US$ 416,00 (quatrocentos e dezesseis dólares americanos), aproximadamente R$ 1.550,00 o tratamento mensal.
Sobre diabetes

A diabetes é uma epidemia global, que afeta 382 milhões de pessoas a nível mundial. Até 95% desses pacientes têm diabetes tipo 2 uma doença de instalação lenta e progressiva e, em alguns casos, evitáveis. Caracteriza-se pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue, conhecido como hiperglicemia. A falta de atividade física, obesidade, aumento da idade, pressão arterial elevada e genética são conhecidos fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de diabetes tipo 2. As opções de tratamento incluem mudanças de estilo de vida tais como o aumento da atividade física e dieta, mas, como o doença progride, os doentes podem requerer a adição de medicamentos orais e injetáveis para controlar os níveis de açúcar no sangue e, em última análise, a utilização de insulina, diariamente ou com as refeições.

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