Novo pâncreas biônico elimina o estresse do gerenciamento da diabetes para pacientes com tipo 1

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Steven Russell, MD, Ph.D., espera que a abordagem atual para gerenciar a diabetes logo venha a parecer “fora de moda”. Em uma sessão plenária na Conferência Nacional AAP & Exhibition, o pesquisador principal do Projeto Pâncreas Biônico descreveu o objetivo de sua equipe em criar um sistema automatizado a ser disponibilizado ao mercado até o final de 2018.

A tecnologia combinaria um monitor contínuo de glicose, algoritmos matemáticos e bombas, com insulina e glucagon para aplicação de drogas a fim de permitir ao pâncreas biônico regular os níveis de glicose no sangue automaticamente.

Atualmente, apenas cerca de 14% das crianças têm resultados do teste A1C que atendem às diretrizes da American Diabetes Association, e os pais enfrentam desafios diários no cuidado de seus filhos.

“Estas são crianças as quais solicitamos fazer algo essencial, que nós não pedimos para qualquer outro paciente na medicina. Pedimos-lhes para fazer seus próprios testes e tomar suas próprias decisões sobre o quanto de uma droga tomar”, disse o Dr. Russell. “E se elas tomam a decisão errada sobre a dose da droga, elas podem ficar gravemente doente ou até mesmo morrer de um evento hipoglicêmico grave”.

As crianças com diabetes tipo 1 enfrentam desafios adicionais, tais como níveis imprevisíveis de exercício e mudanças na sensibilidade à insulina (por exemplo, em pacientes pós-menarca).

O pâncreas biônico tira muito do esforço que é direcionado para a gestão atual. O dispositivo é controlado por meio de um aplicativo para smartphone. Na inicialização do dispositivo, apenas o peso do paciente deve ser inserido, mas o paciente tem a opção de dizer ao dispositivo quando e quanto ele ou ela está prestes a comer, de modo que isso pode proporcionar 75% de uma dose de insulina que se prevê ser necessária com base em seu histórico. O pâncreas biônico se adapta às necessidades de insulina individuais nas 18 horas seguintes e aprende ao longo do tempo.

Durante a fase de estudos, o pâncreas biônico não parece ser nada prático. Nada que a tecnologia não supere.
Durante a fase de estudos, o pâncreas biônico não parece ser nada prático. Nada que a tecnologia não supere.

A cada cinco minutos – 288 vezes por dia – o pâncreas biônicos verifica as medidas dos níveis de insulina do paciente, implementa um algoritmo para tomar decisões e remotamente controla os dois reservatórios da bomba que contêm insulina e glucagon. Quando for necessária uma dose de insulina, o algoritmo sinaliza o dispositivo para aplicá-la com um cartucho de caneta de insulina através de uma infusão subcutânea. Se o paciente se aproxima de um nível hipoglicêmico, uma pequena quantidade de glucagon lhe é aplicado no sangue.

O sistema entrega as mesmas quantidades de medicação necessárias nos modelos atuais de cuidados, mas com uma abordagem mais precisa. “Nós estamos tentando eliminar um monte do trabalho que o pai, atualmente, tem que fazer”, disse ele.

Os receios de que a criança vai se tornar hipoglicêmica durante o sono também são eliminados, porque o dispositivo permite que a criança tenha uma glicose média inferior à noite, disse o Dr. Russell. “A noite é realmente mais fácil. Não há refeições, não há nenhum exercício. É um momento perfeito para manter uma boa média (glicose no sangue)”.

O pâncreas biônico tem tido sucesso em estudos clínicos e foi testado recentemente durante um acampamento de diabetes. Em 2017, a equipe começa um estudo piloto juntamente com a Food and Drug Administration (FDA) para fornecer dados de segurança e eficácia, bem como uma forma de glucagon que possa permanecer em temperatura ambiente por um longo período de tempo. Saiba mais em www.bionicpancreas.org.

“Nós adoraríamos sermos levado à falência pelo fato de alguém ter encontrado uma cura para o diabetes. Todo mundo que trabalha com crianças que tem diabetes gostaria disso”, disse o Dr. Russell. “Mas enquanto isso não acontece, podemos reduzir a carga do diabetes, podemos reduzir o medo do diabetes, podemos reduzir as complicações associadas com o diabetes”.

 

http://www.aappublications.org/


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