Como tirar proveito dos dados de sua diabetes

Um dos meus mentores em diabetes, o Dr. Umesh Masharani da Universidade da Califórnia, em San Francisco, me treinou para ensinar as pessoas com diabetes a “se tornarem seus próprios médicos”. Ele diz a seus pacientes: “Você é o jogador. Eu sou o treinador”.

Estudos clínicos têm demonstrado que a medição dos níveis de glicose no sangue aleatória (BG), sem qualquer finalidade, não tem impacto no controle do diabetes. Mas quando as pessoas medem seus níveis glicose no sangue para aprender algo de concreto – como testar o efeito de 5 unidades de insulina de ação rápida quando come ovos mexidos e uma baguete, por exemplo, ou para testar o efeito de uma caminhada de 30 minutos ao redor do parque – fazer as medições realmente importam. Em outras palavras, as pessoas ficarão mais bem orientadas ao seguir o método científico da ação e reação, causa e efeito.

Elas podem então analisar esses dados para desenvolver um kit de ferramentas de auto-gestão da diabetes cheia de aprendizados a partir de suas respostas e padrões pessoais, melhorada pelas interações com sua equipe de cuidadores da diabetes.

Um desafio importante é discernir como ajudar as pessoas a tirar as suas próprias conclusões a partir de significados e seus dados. Se eles passivamente entregam seus dados para os seus médicos e recebem instruções diretas sobre o que fazer, a interação é menos útil, e eles estão menos preparados para o mundo real de decisões diárias de auto-gestão.

A crescente disponibilidade de dados digitais tem feito da “visualização de dados” uma ferramenta proeminente. Ao ligar o noticiário de TV enquanto passa uma discussão sobre pesquisa eleitoral, ou comparação entre compras pela Web, você vai ver gráficos e tabelas coloridas que tentam transmitir informações.

Ao longo dos anos, a exibição dos dados sobre diabetes progrediu da escrita à mão numa agenda em papel para planilhas eletrônicas, aplicativos de software desenvolvidos pelo fornecedor e, mais recentemente, software e app’s desenvolvido por terceiros. Todos compartilham os mesmos objetivos básicos: ajudar os pacientes a controlar seus dados do diabetes, compreender as decisões anteriores de gestão da diabetes e melhorar essas decisões no futuro.

Estas tarefas tornaram-se cada vez mais difíceis com o surgimento de dispositivos como bombas de insulina e monitores contínuos de glicemia capilar, que começaram a gerar mais e mais dados a serem analisados.

http://www.medscape.com/


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