A dieta para bater o diabetes: coma mais frutas e vegetais e corte o açúcar, diz relatório

Relatório adverte-nos para substituir alimentos calóricos e açucarados por cinco porções de frutas e vegetais, combinados com alimentos ricos em amido, como batatas e arroz para evitar diabetes
Relatório adverte-nos para substituir alimentos calóricos e açucarados por cinco porções de frutas e vegetais, combinados com alimentos ricos em amido, como batatas e arroz para evitar diabetes

Um relatório bastante preocupante mostra que 12 milhões de cidadãos britânicos estão agora em risco de diabetes e aconselha uma dieta de frutas frescas, alimentos integrais e a menor quantidade de açúcar possível para vencer a doença.

O relatório do Comité Consultivo Científico sobre Nutrição adverte que o perigo está tão sério que as pessoas precisam reduzir drasticamente a quantidade de açúcar em suas dietas e aumentar o consumo de frutas frescas.

Professor Simon Capewell, da Faculdade de Saúde Pública, advertiu que nós estamos nos “afogando em um mar de calorias”, alertando para o aumento de caso de adolescentes com diabetes, estando a nação a enfrentar uma epidemia.

No entanto, ele também disse ao The Daily Express: ‘Isso não é ciência de foguetes”, enquanto reiterava os conselhos para reduzir o açúcar e comer mais frutas e cereais.

Ele acrescentou: “Nós não devemos dizer aos nossos filhos que cereais e sucrilhos nos fazem felizes. Nós deveríamos estar dizendo que eles nos deixam gordos e nos dá diabetes”.

O relatório adverte que especialmente os açúcares livres – ou açúcares adicionados, aqueles não encontrados naturalmente em alimentos – não devem perfazer mais de cinco por cento do nosso consumo de energia, reduzindo assim para a metade de dez por cento anteriormente recomendado.

Isso é equivalente a cinco cubos de açúcar em crianças de 4-7 anos e sete cubos para pessoas com 11 anos ou mais – o que é menos do que está contido em uma única lata de coca.

Pesquisa realizada pela indústria alimentar, apoiada pela British Nutrition Foundation, sugere que atingir o novo alvo significará cortar quase todos os refrigerantes e batatas fritas e fazer das barras de chocolate um “luxo”, em vez de comê-las no lanche todos os dias.

Mas atualmente, o relatório adverte que a pessoa consome em média 18-20 colheres de chá de açúcar, mais do que o encontrado em refrigerantes adoçados artificialmente, cereais matinais e carnes processadas.

O relatório adverte-nos para substituir esses alimentos por cinco porções de frutas e vegetais, juntamente com alimentos ricos em amido, como batatas e arroz para evitar diabetes.

A dieta também reduz o risco de outras condições, incluindo a hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e obesidade.

Particularmente o relatório alerta para a alta quantidade de açúcar em bebidas gasosas, dizendo que o seu alto consumo aumenta diretamente o risco de diabetes do tipo dois e está ligado ao ganho de peso e IMC elevado em adolescentes.

Os ministros estão divididos sobre a criação de um imposto do açúcar, com alguns pedindo a David Cameron se opor a ele antes do Governo publicar sua estratégia contra a obesidade no Outono.

Uma fonte disse que as tentativas anteriores do Gabinete em persuadir a indústria alimentar para reduzir os níveis de açúcar tinham produzido apenas um sucesso limitado.

“A verdade é que esses acordos com a indústria não podem nos levar tão longe”, disse a fonte. “A maioria das pessoas já comem mais do que a quantidade recomendada. Se formos reduzir para metade disso, nós vamos ter que fazer algo mais dramático”.

A Associação Médica Britânica (AMB) nesta semana sugeriu uma criação de um impactante imposto de 20 por cento sobre bebidas açucaradas. A medida iria aumentar o preço de uma garrafa de um litro de Coca-Cola no mesmo porcentual do imposto. A AMB disse que a dieta pobre estava matando 70.000 pessoas por ano e custa ao Sistema Nacional de Saúde cerca de 6 bilhões de libras.

Um imposto semelhante foi introduzido no México, mas ainda não há informações sobre o seu impacto.
http://www.dailymail.co.uk/


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