Associação de Diabetes Americana (ADA) lança novas orientações para Educação em Diabetes

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Um grupo de sociedades com interesse em diabetes nos EUA emitiu uma nova orientação conjunta destinada aos médicos sobre quando eles devem encaminhar os pacientes para a educação em diabetes para a auto-gestão.

“Há uma confusão a respeito de porque é necessária a educação em diabetes, quando a educação em diabetes deve ocorrer, o que é necessário aprender e como ela deve ser fornecida. Essa confusão leva os pacientes a não receberem apoio e serviços necessários da educação em diabetes” disse o principal autor da declaração conjunta, Margaret Powers, PhD, cientista pesquisadora do International Diabetes Center de Park Nicollett, Minneapolis, Minnesota, e presidente eleita da American Diabetes Association (ADA).  Nosso objetivo com este trabalho é reduzir essa confusão e fornecer orientações e expectativas claras para os médicos e para os pacientes”, disse a Dra. Powers.

A declaração de posição conjunta foi lançada pela ADA, pela Associação Americana de Educadores de Diabetes (AADE), e pela Academia de Nutrição e Dietética, em colaboração com o Programa Nacional de Educação em Diabetes (PADS).

Foi publicado on-line dia 05 de junho no Diabetes Care e apresentado em uma coletiva de imprensa nas Sessões Científicas da American Diabetes Association (ADA) 2015.

A declaração sugere o encaminhamento a programas de educação em diabetes conforme três pontos essenciais:

  • no diagnóstico da diabetes,
  • em uma base anual, quando novos fatores complicadores (relacionados com a diabetes ou não) exercem influência sobre a auto-gestão
  • no momento de cuidados durante as transições, tais como de uma assistência pediátrica para adulto ou de adulto para uma casa de repouso

O documento fornece orientação detalhada para questões que devem ser abordadas em cada um desses pontos, com ênfase em questões de segurança urgentes no momento do diagnóstico e gerenciamento contínuo dos pontos de conflito em visitas anuais.

Embora a declaração se concentre principalmente na diabetes tipo 2, os princípios gerais aplicam-se a todas as pessoas com diabetes. O objetivo é preencher uma lacuna que não está coberta por outras diretrizes abordando uso de medicamentos e as metas de HbA1c – os aspectos do cuidado que se entrelaçam com os elementos humanos que afetam o controle do diabetes, tais como as preferências do paciente, as diferenças culturais e as barreiras individuais à medicação e adesão ao estilo de vida.

“Nós pensamos que realmente as decisões diárias que as pessoas com diabetes têm de fazer não estavam sendo abordadas de forma adequada, por isso, queríamos fornecer um algoritmo que venha a orientar os médicos e pacientes quanto à educação em diabetes que seria necessária”, disse Powers.

Educação em diabetes melhora resultados

“Há realmente um corpo substancial de pesquisas sobre o valor da educação”, explicou a co-autora Martha M Funnell, RN, cientista pesquisadora e professora adjunto de enfermagem na Universidade de Michigan, Ann Arbor, que inclui a redução dos níveis de hemoglobina A1c, redução do aparecimento ou avanço de complicações do diabetes, melhora de comportamentos de vida, redução do sofrimento relacionado com a diabetes, e melhora da qualidade de vida”.

E, Ms Funnell disse, a literatura também mostra que a educação em diabetes é custo-efetivo, particularmente na redução das internações hospitalares e readmissões. Estudos também têm demonstrado que os pacientes que recebem educação diabetes são mais propensos a realizarem exames renais e oculares.

Os custos da medicação normalmente sobem com a educação em diabetes”, mas isso é porque as pessoas realmente passam a tomar os seus medicamentos ao receberem suas prescrições. Este é um dos custos da educação em diabetes”, observou ela.

Mas apesar dos benefícios, um estudo recente mostrou que entre os adultos com idades entre 18 a 64 anos com diabetes, menos de 8% tinham recebido educação formal em diabetes. “Enquanto 7 é um bom resultado de A1c, é um número realmente ruim para as pessoas que recebem educação”, ela brincou.

Barreiras à esta tarefa de educar incluem os prestadores que não sabem como se referir ou não pensam nisso, não existir a educação em diabetes nas proximidades, ou a crença de que a educação não seria útil, disse Ms Funnell.

“Nossa esperança para esta tomada de posição é que ela comece a mudar a percepção de alguns, para que os pacientes obtenham as referências de que eles precisam para que possam gerir, de forma eficaz, suas vidas com diabetes”.

Diabetes Care. Publicado on-line 05 de junho de 2015

http://www.medscape.com/


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