Alho negro, saudável e sem odor, pode prevenir diabetes

Alho sem cheiro e gosto de alho. Ficção? Nada disso. O alho negro, ainda pouco conhecido no Brasil, põe fim ao odor e sabor fortes que caracterizam o produto, motivos pelos quais muitas pessoas se recusam a consumi-lo.

O alho negro surgiu na Ásia – japoneses e coreanos disputam sua paternidade – e é resultado de um processo de fermentação do alimento. Fernando Kondo, engenheiro agrônomo e produtor do Alho Negro do Sítio, com sede no interior de São Paulo, explica que o tempero é colhido uma vez por ano.

– O alho é levado para uma estufa, onde é submetido a uma temperatura de 65°C e a um controle de umidade. Esse processo faz com que o cheiro e o gosto fortes desapareçam, dando lugar a um aroma suave e sabor adocicado – relata Fernando.

Além de ser mais suave que o alho comum, alguns estudos já comprovaram que o alimento é rico em propriedades nutricionais importantes para o combate a determinadas doenças. De acordo com estudos publicados pelas universidades de Cansai e Showa, do Japão, o nível de antioxidantes – que combatem os radicais livres do organismo – chega a ser 10 vezes maior em relação ao alho comum. Uma publicação de março de 2014 do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos mostrou que o alho negro foi capaz de inibir a proliferação de células malignas em casos de câncer do cólon.

Para consumir sem nenhuma restrição

Em outro estudo realizado no Japão, os pesquisadores concluíram que o alimento é capaz de retardar o envelhecimento, combater o colesterol ruim e problemas cardíacos como a arteriosclerose, prevenir diabetes, combater prisão de ventre e gripes, reduzir dores de estômago, insônia e melhorar a circulação sanguínea.

– Não existe restrição ao alho negro. Sob o ponto de vista nutricional, as pessoas podem consumi-lo regularmente – declara Luísa Rihl Castro, professora do curso de nutrição da PUCRS.

Apesar de trazer tantos benefícios à saúde, o alho negro ainda é um produto pouco acessível. Por ser produzido em pequena escala no país – segundo Fernando Kondo, são aproximadamente cinco produtores – encontrá-lo no mercado pode ser uma tarefa difícil.

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