Teste de saliva inovador pode detectar nível de glicose

Paul Dastoor com a sua invenção na Universidade de Newcastle.

Cientistas da Austrália estão desenvolvendo um teste sem agulha capaz de detectar concentrações de glicose na saliva que é até 100 vezes mais sensível do que os sensores atuais.

O teste fácil de usar, integra biossensores ou assinaturas químicas em transistores impressos.

Atualmente, o teste para glicose depende de uma picada no dedo para a retirada de uma gota de sangue.

“Este novo teste poderá trabalhar de várias maneiras possíveis, mas a forma mais futurista, e que seria bem legal, seria imprimir o seu próprio sensor através de uma impressora jato de tinta em casa”, disse Paul Dastoor da Universidade de Newcastle.

“Você pode adquirir um cartucho que, potencialmente, poderia imprimir o sensor num pequeno pedaço de plástico, depois cortá-lo e lambê-lo. Feito isto, ele deverá ser ligado em um leitor de baixo custo”.

A inovação, já patenteada, foi criada pelo professor Dastoor e sua equipe no Centro de Eletrônica Orgânica da Universidade.

“Eu acho que o custo de cada dispositivo seria inferior a um centavo”, disse ele.

A equipe se concentrou no desenvolvimento de novos dispositivos eletrônicos, na interseção entre os semicondutores e plásticos.

O desenvolvimento de uma tinta com partículas semicondutoras significa que os projetos eletrônicos podem agora ser baixados e impressos de forma relativamente barata a partir de uma impressora jato de tinta. O teste baseado na saliva para verificar os níveis de glicose em pacientes diabéticos foi desenvolvido utilizando uma bobina impressora.

Os componentes elétricos podem ser impressos usando-se uma tinta que é um semicondutor. Depois de se misturar com uma enzima, isso será capaz de avaliar os níveis de glicose à partir de uma amostra de saliva.

Os sensores que podem identificar diferentes assinaturas químicas também possuem potencial em muitos outros campos.

O professor Dastoor disse que o atual estágio de desenvolvimento envolvia a correlação entre os dispositivos reais com medidas encontradas na saliva.

“No atual estágio, buscamos a capacidade de criar um sensor  que seja realmente de baixo custo onde nós possamos imprimir quantidades enormes de, o que seria um sensor para medir a glicose em sua saliva”, disse ele. “Então, em vez das pessoas que tem diabetes picarem o dedo de quatro a seis vezes por dia, elas teriam apenas de ser capaz de lamber o sensor”.

Um teste não-invasivo para medir o nível de glicose no sangue´tem sido bastante solicitado nas pesquisas sobre diabetes durante décadas, com tatuagens, sensores e alcoolímetros entre os métodos atuais que estão sendo desenvolvidos.

O professor Dastoor disse que o trabalho mais recente havia mostrado de forma conclusiva que os níveis de glicose na saliva estavam altamente correlacionados com os níveis de glicose no sangue.

“Então, sim, eu acho que é uma abordagem viável”.

É esperado que sejam 500 milhões de pessoas com diabetes em 2030.

O professor Dastoor, que vem trabalhando no projeto desde 2007, disse que era possível integrar outros componentes eletrônicos de baixo custo.

“Um desses pode ser, por exemplo, um emissor sem fio construído no próprio dispositivo. Então você tem a perspectiva de um leitor que poderia facilmente se comunicar o telefone celular”, disse ele. “Você pode lamber o teste e solicitar ao seu telefone qual foi a sua leitura de glicose no sangue”.

Professor Dastoor espera chegar a protótipos comerciais em cerca de dois anos, planeja montar uma empresa de tecnologia da universidade e ganhar novos investimentos.

http://www.theaustralian.com.au/


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