Obesidade e diabetes são fatores de risco para osteoporose

Endocrinologista explica a relação entre as doenças e dá dicas de prevenção para combater fraturas por baixo impacto, comuns depois dos 50.

Embora a obesidade seja um significativo fator de risco para diversas doenças como câncer, diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares, poucas vezes se fez a relação entre elas e a osteoporose, já que o peso do indivíduo, pelo menos até certo ponto, é um fator relacionado ao fortalecimento dos ossos. Essa impressão mudou recentemente quando novos estudos mostraram que pessoas obesas apresentam uma significativa frequência de fraturas por baixo impacto.

– Estas novas evidências indicam que os obesos correm mais risco de apresentar osteoporose. Por isso, é importante que os profissionais de saúde fiquem atentos para a ocorrência da doença também nesta parcela da população – explica o endocrinologista Francisco de Paula, membro da Comissão Científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO) e professor da Universidade de São Paulo.

Outro aspecto importante da relação entre obesidade e osteoporose é que a maioria das pessoas que estão acima do peso desenvolvem diabetes do tipo 2 justamente por causa do ganho excessivo de massa gorda ao longo da vida. Esse tipo de diabetes é apontado como um fator de risco para o surgimento de fraturas osteoporóticas porque provoca, entre outros problemas, alterações na estrutura do colágeno produzido pelo organismo e prejudica a qualidade dos ossos.

– Na abordagem holística dos pacientes com esse tipo de doença, a saúde óssea precisa começar a ser analisada com muita atenção. Afinal, cerca de 7% da população brasileira já é afetada pela doença –, alerta o médico.

Pratique exercícios

Para prevenir fraturas por baixo impacto em casos de obesidade e diabetes, o melhor remédio ainda é combater os fatores de risco de cada doença. Ou seja, é preciso combater o aumento de peso para, em seguida, evitar que a diabete apareça. Para isso, é fundamental evitar o sedentarismo e adotar a prática regular de atividades físicas, após avaliação médica.

– Sempre que possível, é importante associar exercícios aeróbicos, que promovem maior gasto de calorias, com exercícios musculares, cuja ação de maior impacto estimula, ainda mais, o tecido ósseo –, explica o endocrinologista.

Consuma Leite e derivados

Outro aliado importante no combate e prevenção da osteoporose é a alimentação. Além de manter uma dieta balanceada, com proteínas, carboidratos e lipídeos, o consumo de alimentos ricos em cálcio é fundamental.

– Neste caso, estamos falando de leite e seus derivados, como iogurte e queijos. Leite e iogurte desnatados, por exemplo, contêm uma quantidade um pouco maior de cálcio que o alimento integral. Desta forma, é possível manter o consumo de um alimento saudável e com menor quantidade de calorias – sugere De Paula.

O endocrinologista lembra que atualmente existem produtos lácteos com suplemento de cálcio que facilitam a obtenção da quantidade diária ideal do nutriente – cerca de 1 a 1,2 g/dia.

– Também existem produtos alternativos no mercado que tentam aumentar as opções para o consumo de cálcio, mas, em contrapartida, oferecem um elevado teor calórico, como bolos e achocolatados. O consumo exagerado desses alimentos deve ser evitado, principalmente, pelas crianças –, alerta.

Outro aspecto importante em relação ao consumo de leite é que o ser humano, diferentemente de outros animais, mantém a capacidade de produzir lactose, o que permite o consumo deste alimento ao longo da vida.

– Esta vantagem deve ser utilizada em benefício da saúde óssea, com exceção das pessoas que apresentam intolerância à lactose, o consumo regular de leite na fase adulta deve ser estimulado entre as pessoas que têm tolerância láctea normal. Ou seja, a maior parte da população –, aconselha.

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