Nova droga reduz a dor da neuropatia em pacientes com diabetes tipo 2

Uma nova droga pode diminuir a dor sofrida por pacientes com diabetes tipo 2 resultantes de neuropatia, relata novo estudo. A droga, conhecido como ARA 290, ativa um receptor que desliga a inflamação e aumenta os poderes do sistema de reparação natural do corpo.

ARA 290 tem sido desenvolvido pela Araim Pharmaceuticals, e os resultados do estudo foram publicados em Molecular Medicine.

O estudo ARA 290

O estudo envolveu a administração de ARA 290 a pacientes durante 28 dias, a fim de descobrir o potencial da droga para o tratamento da dor neuropática.

Os resultados indicaram propriedades de proteção anti-inflamatórias e de tecidos, além de efeitos benéficos à longo prazo de uma variedade de sintomas, relacionados ou não com a dor

Alguns dos pacientes receberam o medicamento ARA 290 e a outros foram dados um placebo. A dor sentida pelos pacientes foi então avaliada por meio do questionário PainDetect (Detecta Dor): os pacientes que receberam ARA 290 indicaram uma redução significativa da dor em comparação com os pacientes que receberam o placebo.

Os pacientes que receberam ARA 290 também apresentaram melhora dos perfis HbA1c e lipídios ao longo de um período de observação de 56 dias. Além disso, a meia-vida curta de ARA 290 minimiza o risco de efeitos colaterais.

Estudos futuros

Os resultados significativos da pesquisa inspiraram o desenvolvimento de novos estudos a serem realizados em 2015: o primeiro vai verificar as melhorias metabólicas em pacientes com diabetes tipo 2 com moderados danos nos rins, e o segundo irá avaliar a redução da dor neuropática em pessoas com diabetes do tipo 1.

Kevin J. Tracey, presidente do Instituto Feinstein de Investigação Médica e editor de Medicina Molecular, disse: “Os resultados deste estudo indicam um grande avanço no tratamento da diabetes.

Anthony Cerami, CEO da Araim Pharmaceuticals, disse: “ARA 290 é uma droga de nova classe que tem o potencial para ser a próxima geração de terapias anti-citocinas – que desliga todas as citocinas prejudiciais que testamos, e que em pesquisas preliminares com animais e humanos promoveu a reparação de pequenas fibras nervosas  – demonstrando modificação real da doença.

“Estamos animados para estarmos próximo do primeiro medicamento capaz de modificar os sintomas da diabetes e que demonstra um potencial para reparar as complicações da doença de forma sistemática. ”

http://www.diabetes.co.uk/


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