Tecnofobia impede adultos mais velhos de usar aplicativos para gerenciar o diabetes

Novas pesquisas sugerem que, apesar de mostrar interesse em aplicações web ou móveis, apenas um pequeno número de adultos mais velhos usam a web ou aplicativos móveis para ajudar a gerir a sua diabetes tipo 2.

Pesquisadores da Universidade de Waterloo descobriram que, embora mais de 90 por cento dos participantes da pesquisa possuíssem computador ou acesso à Internet diariamente, apenas 18 por cento deles utilizavam aplicativos nesta tecnologia para ajudar a gerir a sua diabetes. Enquanto quase metade possuía smartphones, apenas 5 por cento o utilizavam para gerir a sua doença.

“Houve uma forte associação entre idade e confiança – a confiança no uso de tecnologia realmente não é das maiores nos grupos etários mais velhos”, disse Peter Hall, autor sênior do estudo, em um comunicado. “Essa queda na confiança foi acompanhada de uma queda correspondente na intenção de usar a tecnologia no futuro próximo”.

Estudos anteriores demonstraram que as pessoas que usam smartphones e aplicativos web para gerenciar doenças crônicas, seguem as recomendações de seus médicos mais de perto e fazem mudanças positivas em sua saúde, pelo menos entre aqueles que já simpatizavam com o uso de tal tecnologia. Na gestão de diabetes, a tecnologia pode fornecer plataformas para acompanhamento do nível de glicose, revistas alimentares e programas de atividade física, além de criar oportunidades para agendamento solicitando intervenções.

“Pode ser que os idosos não tenham conhecimento de aplicativos disponíveis, pode ser que eles tenham baixa confiança em usá-los regularmente, ou ambos”, disse Kathleen Dobson, principal autor do estudo, em um comunicado.

Apesar do baixo uso de tecnologia de apoio entre os adultos mais velhos, a maioria dos participantes do estudo reconheceu que a adoção de aplicativos da Internet ou de smartphone para gerir a diabetes era uma boa ideia. Mais de dois terços tinham a intenção de adotar a tecnologia para isso.

“A gestão de sucesso do diabetes melhora a qualidade de vida, reduz o risco de complicações e geralmente estende estes benefícios à expectativa de vida”, disse Hall. “Minha esperança é que podemos encontrar formas de incentivar a adoção destas novas ferramentas de auto-gestão, mesmo entre os adultos mais velhos que não se consideram especialmente especialistas em tecnologia”.

Os pesquisadores disseram que o desenvolvimento de aplicativos amigáveis e intuitivos, mais fáceis de usar, poderia levar um incentivo aos profissionais de cuidados de saúde a usarem a tecnologia assistiva levando a aumentar o número de idosos que usariam seus telefones e computadores como ferramentas para melhor gerir a sua diabetes.

Uma melhor divulgação dos aplicativos existentes e aumentar a confiança também é fundamental para o incremento da utilização de tecnologia de assistência entre os adultos mais velhos.

A próxima fase desta pesquisa vai envolver os idosos que não são muitos íntimos da tecnologia para determinar a sua receptividade a diferentes tipos de aplicações.

Os resultados foram publicados na edição online do Jornal da Diabetes Ciência e Tecnologia.

http://www.universityherald.com/


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