Medicamento para a diabetes pode ser ativado e desativado através da diodos de luz na pele

Cientistas criaram um medicamento para a diabetes tipo 2, que é ligado por uma luz azul, que esperamos que venha a melhorar o tratamento da doença.
Cientistas criaram um medicamento para a diabetes tipo 2, que é ativado por uma luz azul, que esperamos que venha a melhorar o tratamento da doença.

Cientistas do Imperial College London e da LMU Munich apresentam na edição de hoje, 14 de outubro, da revista científica Nature Communications, um medicamento que é ativado através de luz azul, abrindo portas para a diminuição dos efeitos secundários da medicação para a diabetes tipo 2.

O medicamento em causa é o sulfonilureia, muito usado por pacientes com diabetes tipo 2, dado que promove a liberação de insulina a partir das células beta do pâncreas. No entanto, este medicamento, à semelhança de outros utilizados para o tratamento da diabetes, acarreta graves potenciais efeitos secundários noutros órgãos como no coração ou no cérebro.

Para contornar este problema, os cientistas desenvolveram um medicamento protótipo, denominado de JB253, que consiste numa molécula sensível à luz azul e que poderá ser ativado quando necessário, por exemplo, após uma refeição para controlar os níveis de açúcar no sangue e depois ser desativado.

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Para isso, os cientistas explicam que o paciente tem apenas de transportar LEDs azuis anexados à pele, os quais quando ligados fazem penetrar a luz através da pele para modificar a forma do medicamento, ativando-o.

David Hodson, pesquisador no Departamento de Medicina do Imperial College London explica, em um comunicado da instituição, que “em princípio, este tipo de terapia pode permitir um melhor controle dos níveis de açúcar no sangue porque pode ser ligado por pouco tempo quando necessário após uma refeição”, além disso, “poderá também reduzir complicações ao direcionar a atividade do medicamento para onde é necessária no pâncreas”.

Os cientistas conseguiram obter resultados positivos em ratinhos, mas também em humanos, como explica o cientista. “Até agora, criamos em laboratório uma molécula que tem o efeito desejado nas células pancreáticas humanas”, no entanto, “existe um longo caminho a percorrer antes da terapia estar disponível para os pacientes, mas esse permanece o nosso objetivo final”.

As moléculas sensíveis à luz são conhecidas desde o século XIX, mas só há pouco tempo os cientistas vêm explorando as suas potencialidades para serem utilizadas em medicamentos. Neste sentido, Dirk Trauner, pesquisador da LMU Munich afirma que “medicamentos foto ativáveis e a foto farmacologia podem ser de uso enorme para todos os tipos de doenças, ao permitirem um controle remoto sobre processos específicos no corpo através da luz”.

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