Pâncreas artificial criado por universidade americana oferece esperança e alívio para pacientes com diabetes tipo 1

Monitor do pâncreas artificial idealizado pela Universidade de Virgínia
Monitor do pâncreas artificial idealizado pela Universidade de Virgínia

Dezesseis mil pessoas na região metropolitana de Washington tem diabetes tipo 1.

Agora, a Universidade de Virginia (UVA) desenvolveu um pâncreas artificial que pode monitorar e controlar os níveis de açúcar no sangue para estes pacientes.

A professora do pré-escolar Lesley Hurwitz. diz que em sua sala de aula nunca há um momento de tédio, mas seus alunos não são as únicas coisas que exigem atenção constante – o mesmo acontece com sua diabetes tipo 1.

“Toda vez que meu nível de açúcar fica baixo, eu tenho que chamar outro professor”, explicou ela.

Diagnosticada aos 10 anos, Hurwitz – que agora está com 30 – acostumou-se a verificar o açúcar no sangue durante o dia e noite.

“Não há um dia que tenha passado em minha, mesmo quando  criança, que me lembre de não estar pensando sobre o meu diabetes”, disse ela.

Mas agora, um pâncreas artificial pode fazer a matemática para ela.

Hurwitz irá testar o produto criado pela UVA em um estudo clínico, patrocinado pela Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF).

Parece um telefone celular, mas trata-se de um dispositivo que irá verificar seu nível de açúcar no sangue através de um monitor contínuo de glicose. Esta informação então é analisada para ditar e controlar o fornecimento de insulina por meio de uma bomba.

“Isso é inovador”, diz Molly McElwee-Malloy, coordenadora do estudo.

“Uma boa coisa sobre o pâncreas artificial é que ele pode ter a preocupação de controlar os seus níveis de glicose para você”, acrescentou Malloy.

Segurando o aparelho, Malloy, explicou: “Este está dizendo à bomba de insulina o quanto deve injetar e qual o tempo para injetá-lo”.

Embora seja o terceiro estudo clínico de Hurwitz com o pâncreas artificial, este será o primeiro estudo em que os pacientes poderão levá-lo para casa.

“Isso é realmente emocionante porque eu começo a experimentá-lo em um ambiente do mundo real”, disse Hurwitz.

Os pesquisadores esperam que o pâncreas artificial esteja disponível no mercado em até cinco anos.

“Eu vejo, eventualmente, todos com diabetes tipo 1 usando um pâncreas artificial”, disse Malloy.

“Estou tão animada e torcendo para que todos possam usar isso”, disse Hurwitz . “Ele vai se tornar uma grande coisa e fazer tantas vidas menos estressante”.

 
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