A razão de você fazer escolhas pouco saudáveis

Amor não é coisa apenas para os hippies ou para os jovens da geração Y. Se você está tentando manter uma dieta ou encontrar alguma motivação para ir para uma academia fazer ginástica, pode ser para você também.

Então, procure uma nova meta-análise publicada na revista Psicologia da Saúde. A auto-compaixão e aceitação, sem julgamentos, quando os tempos ficam difíceis, estão ligados a melhores comportamentos de saúde.

Muitas vezes as pessoas pensam que elas são motivadas pela auto-crítica, mas uma área em desenvolvimento de pesquisas sugere o oposto. Ser gentil consigo mesmo, ao invés de deixá-lo para baixo, produz menos sentimentos ruins e, por sua vez, conduz a ações mais saudáveis. Um estudo descobriu que quando as pessoas foram designadas para a prática da auto-compaixão, elas foram capazes de frear seu hábito de fumar mais rapidamente. O motivo para que a auto-compaixão funcione, dizem os pesquisadores, pode ser a sua capacidade de melhorar a auto-regulação: o mandamento que você precisa para permanecer fiel a comportamentos saudáveis.

Esta análise incidiu sobre 15 estudos com mais de 3.000 pessoas no total em todo o espectro de idades e foi descoberta uma ligação entre a auto-compaixão e os quatro principais comportamentos para a promoção da saúde:

  1. comer melhor,
  2. fazer mais exercícios,
  3. dormir mais descansado,
  4. se estressar menos.

Pessoas que estavam mais auto-compassivas praticaram esses hábitos de saúde com mais freqüência.

“A pesquisa agora está sugerindo que não se envolver em tais comportamentos pode ser o precursor de uma variedade de diferentes doenças crônicas com risco de vida, como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, artrite, diz o autor do estudo Fuschia Sirois, professor de Psicologia na Universidade de Bishop em Quebec. Desenvolver a auto-compaixão é uma maneira de comprometer-se com os comportamentos que você já sabe que deve fazer, diz ele.

Além de apenas ser bom para si mesmo, a auto-compaixão exige que você acredite que faz parte da raça humana, uma raça que compartilha misérias comuns e conscientemente reconhece sentimentos negativos, mas sem se enredar neles. Se isso soa impossível, Sirois nos assegura que não é.

“Uma das razões que o deixou bastante animado com os resultados é que a auto-compaixão é uma qualidade que pode ser cultivada”, diz Sirois. Escrever uma carta para si mesmo, como se você fosse o seu próprio amigo, e abrindo-se em momentos de estresse ou fracasso é uma maneira de começar, ele sugere.

Kristin Neff, pioneira neste campo de pesquisa, oferece meditações guiadas de auto-compaixão e exercícios em seu sítio (em inglês).

Se quiser saber onde você se encontra, atualmente, na escala científica para o amor-próprio, clique aqui (em inglês).

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